
Em 2 de julho de 1859, o imperador Napoleão, atendendo a um pedido do general Mac Mahor, a quem Dunant explicara o drama dos feridos, deu ordens para que fossem libertados todos os médicos austriacos prisioneiros. Este acontecimento constituiu a base e ponto de partida para a organização da Cruz Vermelha. Dunant voltando à Suiça, deu início a uma campanha no sentido de criar em todos os países, comitês permanentes com a finalidade de cuidar dos feridos, seus esforços foram coroados com êxito, pois a Cruz Vermelha tornou-se uma instituição internacional, a matriz tem sua sede em Genebra. Cinco homens abnegados foram encarregados de visitar os países e conseguir a adesão desses governos, prepararndo as bases para um acordo internacional e uma conferência de peritos. Esta conferência realizou-se pela primeira vez em 14 de fevereiro de 1864, segui-se outra em 26 de outubro do mesmo ano em Genebra, contando com 36 delegados, representantes de 36 países. Em 3 dias foi elaborada a carta e redigidos os estatutos da Cruz Vermelha, suas bases eram as seguintes: Em cada país seria organizado um comitê, aprovado e apoiado pelo respectivo governo; este comitê providenciaria o fornecimento de um serviço médico e de enfermagem, incluindo pessoal e material. As pessoas seriam escolhidas com cuidado e todos os membros usariam um distintivo que consistiria de uma cruz vermelha sobre um fundo branco, este distintivo seria respeitado em qualquer circunstância. O comitê internacional continuaria funcionando com orgão central de comunicação entre os comitês nacionais dos diversos países. Jean Henry Dunant, por seu magnífico e gigantesco trabalho, recebeu no último ano da sua vida, o Prêmio Nobel da Paz em 1910. A Cruz Vermelha Brasileira fui fundada em 5 de dezembro de 1908.
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