PUMA PUNKU - ENGENHARIA DOS ASTRONAUTAS ANTIGOS?

Puma Punku,
que significa “A Porta da Puma” em Aymara, é parte de um gigantesco complexo de
templos em Tiwanaku, um dos mais importantes sítios arqueológicos da Bolívia.
Estudiosos das culturas andinas afirmam que esta civilização foi uma importante
precursora do império Inca. A região surgiu como uma grande área de atividade
econômica, religiosa e política próxima ao lago Titicaca. Um primeiro olhar
sobre Puma Punku faz com que não seja possível imaginar como tudo aquilo foi
construído por uma civilização que ainda não tinha algumas tecnologias
essenciais, como a roda. Os cortes são precisos, os ângulos das pedras são
retos e os blocos parecem terem sido cortados em série ou com equipamentos
elétricos. No entanto, testes de carbono apontam que a construção deve ter
ocorrido entre 300 d.C. e 500 d.C. O complexo de Puma Punku consiste de
esplanadas, templos e monumentos, formados com pedra do estilo megalítico. O
sítio principal possui 167 metros de comprimento por 116 metros de largura. A
borda leste de Puma Punku é ocupada pela “Plataforma Lítica”, um terraço de
pedra de 6,75 por 38,72 metros. Este terraço é pavimentado com múltiplos blocos
de enormes pedras. A Plataforma Lítica contém a maior pedra encontrada em todo
o sítio arqueológico de Puma Punku e Tiwanaku. Baseado nas propriedades da
rocha da qual foi extraída, e estimado que essa única pedra tenha 131 toneladas
métricas. O núcleo das construções em Puma Punku consiste de argila, enquanto o
acabamento consiste de areia e pedregulhos. Escavações no sítio de Puma Punku
documentaram a existência de três épocas distintas de construção, além de
pequenas reformas e remodelagens ocorridas em outras épocas. Durante seu
apogeu, acredita-se que Puma Punku era um local "incrivelmente
maravilhoso", adornado com placas de metal polido, cerâmicas de cores
brilhantes e ornamentado com quadros e peles, frequentado por sacerdotes e pela
elite, que vestiam-se com roupas cerimoniais e joias exóticas. A compreensão da
natureza deste complexo arqueológico ainda é limitada, devido à sua
antiguidade, falta de provas escritas e o atual estado de elevada deterioração,
tanto pelo desgaste natural mas também devida à depredação causada por
visitantes e saqueadores.
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