14 de maio de 2009

PALAVRAS DE MARTIN LUTHER KING

"Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira.O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."

"A COBRA ESTÁ FUMANDO" E "SENTA A PUA"!


A avestruz foi adotada como símbolo do 1º Grupo de Caça da FAB devido à sua legendária capacidade de aceitar e devorar tudo. Quanto ao lema escolhido, tratava-se de uma agressiva expressão da gíria carioca, aplicada neste caso para incitar os pilotos ao ataque contra os alemães.
Na gíria militar da época, a expressão "A cobra está fumando" significava uma situação de perigo, tal como os pracinhas encontraram na frente de batalha italiana. A adoção desse lema para o distintivo da FEB dá a medida do valor dos soldados brasileiros, bem como da serenidade com que eles encaravam os riscos da guerra.


12 de maio de 2009

É DELAS O REINO DOS CÉUS...

Os olhos negros assustados, o sorriso inocente, os dedos em V, um gesto cheio de ideologias, embora certas crianças nunca venham a saber muito bem o significado da palavra vitória. Milhares de crianças convivem diariamente com a violência em seu dia-a-dia, uma sucessão de barbaridades que uma mente em formação jamais irá superar ou esquecer.
Todo dia vemos e ouvimos todo tipo de agressões contra crianças seja aqui no Brasil onde elas são jogadas do alto de edifícios residenciais, arrastadas pelas ruas em carros dirigidos por bandidos alucinados ou violentadas por familiares e pedófilos que são a encarnação do mal no seu sentido mais amplo ou em tantos outros países em que essas violências não entram nas estatísticas...
Seja em Ruanda, Sudão, Afeganistão, Iraque, Palestina, onde elas pegam em armas, matam e morrem nas guerras em nome da ideologia de adultos e de um futuro que não chegarão a ver. Crianças é criança em qualquer país, o que elas querem é brincar, jogar bola, soltar pipa, correr umas atrás das outras, pular corda.
No Novo Testamento, no Evangelho de Marcos, capitulo 10, versículos 14 e 15, Jesus Cristo deixa um recado e uma ordem para a nossa geração, não para os do seu tempo, quando Ele diz: “Deixar vir a mim as crianças e não as impeçais, porque delas é o reino dos céus.
Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele”.
Deixamos que as crianças sejam crianças, que cresçam com saúde e bem educadas. Desfrutem de seus sonhos e fantasias e sejam adultos dignos e repletos do Espírito Santo de Deus.

13 DE MAIO??? AS SANDICES DITAS POR PROFESSORES RACISTAS...


“No final de 1987, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo publicou um livro, “SALVE O 13 DE MAIO?” Relatório sobre as mentiras e verdades do racismo na escola paulista, que reproduziu as discussões ocorridas nas escolas estaduais em 13 de maio de 1986. Um dos textos é uma indicação exata do tamanho dos obstáculos a serem superados. Um grupo de professores de uma escola de Ourinhos, no interior do estado de São Paulo, ofereceu uma proposta para solucionar o problema da discriminação racial. Os negros são mais prolíficos que os brancos, dizem eles. Por isso a raça predominante (os brancos) devem educar os negros e mulatos e conscientiza-los dos benefícios do controle de natalidade (caso contrario, a alta taxa de natalidade entre eles poderá leva-los a serem maioria no país, em curto prazo e a disputarem o domínio da nação). Além disso, pregam os professores, deve ser promovida a mistura de negros com brancos e dos mestiços daí resultantes com brancos para que no prazo de 300 anos os negros sejam finalmente eliminados da sociedade brasileira”.
(Jornal “Leia” – página 50 – maio de 1988)

5 de maio de 2009

DATAS REDONDAS DE 2009

Neste ano de 2009 comemora-se os 220 anos em que treze estados norte-americanos ratificaram a primeira constituição da história, que serviu de modelo para a maioria das repúblicas que surgiram posteriormente. 100 anos da criação da linha de montagem de automóveis por Henry Ford. 90 anos que os países vencedores da Primeira Guerra Mundial estabeleceram o Tratado de Versalhes que determina os termos de paz com a Alemanha e lhe impõe severas penas. 50 da Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro juntamente com Ernesto Che Guevara. 40 anos do Festival de Woodstock, que revolucionou o mundo do rock e lançou músicos e cantores como Joe Cocker entre outros. Comemora-se este ano também 40 anos da ida do homem a Lua, um pequeno passo para o astronauta Neil Amstrong em solo lunar, mas um enorme passo para raça humana. 30 anos da Revolução Islâmica iniciada pela maioria xiita do Irã comandados pelo Aiatola Kohmeini. 20 anos da queda do muro de Berlim e com isso o fim do socialismo no leste europeu. 20 do massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial na China, no qual o exército chinês sob ordens do governo do país sufocou a revolta dos estudantes.
No Brasil, este ano faz 100 que o médico sanitarista Carlos Chagas descobre as causas, os sintomas e o meio de propagação da doença de Chagas. 100 anos da fundação de dois times de tradição no futebol brasileiro, o Sport Club Internacional de Porto alegre e o Coritiba Foot Ball Club, time do Paraná. 60 anos da criação da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Faz este ano 90 anos da primeira conquista da seleção brasileira em uma Copa América de Futebol disputada no Brasil. 30 anos do decreto número 83.284, aprovado pelo Congresso Nacional que regulamenta a exigência de diploma para exercício de jornalista no Brasil. 40 anos da criação da Fundação Padre Anchieta, concedendo-lhe a TV Cultura, canal 2 para fins educativos. Escolhida para adaptar o programa norte-americano “Vila Sésamo” (Sesame Street). 20 anos que os brasileiros voltaram a eleger um presidente pelo voto direto depois de 25 anos de ditadura militar e foi eleito naquele ano de 1989, Fernando Collor de Mello que dois anos depois renunciaria a Presidência da República pelas denúncias de corrupção no seu governo, mas mesmo assim sofreu um “impeachment” por parte do Congresso Nacional.

220 ANOS DA REVOLUÇÃO FRANCESA


Inspirada na tríade iluminista: Liberdade, Fraternidade e Igualdade, a Revolução Francesa de 1789 que este ano completa aniversário de 220 anos marcou uma nova era no mundo ao decretar o fim da sociedade feudal e da dominação da nobreza e abrir caminho para modernidade. A revolta popular que provocou a queda do antigo regime e a ascensão dos valores burgueses influi no desmoronamento de regimes absolutistas muito além das fronteiras da França.

2 de maio de 2009

HOMEM NEGRO


O homem negro descansa no seu sonho.
A dor não tem a mínima importância
Nesse sagrado instante.
Ganha e perde-se sempre.
O amanhã é outra batalha...
Dignidade é a armadura a vestir.
A lamina da intolerância corta,
O ferro em brasa do preconceito fere.
A criança descalça brinca,
Correndo atrás da bola.
Apenas um singelo sorriso,
Senhores da liberdade total...
A criança aprenderá
O que ela tem que aprender.
A pomba negra da solidariedade
Voará até as estrelas
E se confundirá com a imensidão do universo.
Ideais serão levados a mais alta instancia.
Sob o sol que aquece,
Sopram os ventos da mudança...
Há rostos sofridos, pessoas humildes,
Velhos companheiros.
A união de forças é a diferença
Para sobreviver nos vales sombrios
Do racismo insano.
Não se abaixará mais a cabeça.
O tempo é manipulável...
As botas da opressão não marcharão morro acima
Nem pisarão nos quintais sagrados.
Nesse sistema decrépito,
Há o ódio que produz que produz o ódio.
O homem negro sabe que é maior que seus algozes.
Com todas as feridas que não cicatrizaram,
Ele lutará, a lança está erguida.
Há fome de justiça e sede de liberdade.

Um senhor teve um sonho...
O homem negro lembrará com orgulho
De seus antepassados.
Andará por caminhos diversos,
Pois é dono do seu presente.
Uma força suprema está ao seu lado.
Não haverá mais silencio e omissão.
A verdade escondida exala como perfume
Numa manhã de primavera.
E o que era não será mais,
Pois ele verá e presenciará
Resultados sublimes por veredas estreitas

PALAVRA DE ÍNDIO E NÃO "TRATADO DE PAZ"


No processo de colonização na America do Norte, esqueceram os colonizadores ingleses de ouvir os verdadeiros donos dessas terras, um deles era Tatanka Yotanka, mais conhecido como Touro Sentado, chefe e guerreiro Sioux. Assim ele disse:
“Quero que todos saibam que não estou disposto a vender parte alguma de minha terra, nem quero os brancos cortando nossas árvores ao longo dos rios, sobretudo o carvalho. Tenho uma predileção especial pelos pequenos bosques de carvalhos. Gosto de olhar para eles, porque suportam as tempestades de inverno e os calores do verão, e - da mesma forma que nós - parecem florescer por causa disso.”

DIVAGANDO

Parece um ato insignificante tentarmos salvar uma árvore da morte aparente, mas se pararmos por um singelo instante e pensarmos, veremos que estamos salvando a nós mesmos e as gerações futuras.

O PALHAÇO (um poema descompromissado)


O equilibrista solto no vácuo, andando num cabo de aço.
Embaixo vidros estilhaçados
E no lixo de fora, bonecos esfarrapados.
Num mundo de coisas sem graça,
O silêncio da pláteia...
O desaparecimento da bailarina obessa pelo esquálido mágico...
E num canto do picadeiro no chão empoeirado, um cigarro fora do maço.
A domadora de leões que agora engole espadas.
A trapezista desempregada que virou garçonete e vende pipocas bem salgadas.
Tudo se repete de novo todo dia no tempo e espaço
E o que prevalece sempre é a alegria contagiante do palhaço.

30 de abril de 2009

NOS CAMPOS DO SENHOR... (poema)


Nos campos do Senhor,
Caem reis, rainhas e torres…
Como caem os muros ideológicos.
Tenho a boca ressecada,
Há a traição que sufoca
E a sordidez da mentira que amarga.
Vi generais e tiranos lutando no vale da morte…
Políticos e massa de manobra
Interagindo numa dança grotesca.
A cada dia surge uma faxina étnica,
Sempre haverá um povo oprimindo outro povo,
Enganando uns aos outros com tratados
Que não são respeitados.
Não estamos mais em tempos de paz…
Paz?
Guerras são arquitetadas por governantes e beligerantes,
Representantes de nações que se dizem unidas.

Nos campos do Senhor,
Imoralidade, aborto, egoísmo, corrupção,
Sectarismo religioso, liberação sexual, opressão.
Narcotráfico, clonagem humana, racismo,
Imbecilidades na Internet, poluição, terrorismo.
Ditaduras, guerrilhas, represão,
Torturas, colonização, omissão.
Há a intolerância que segrega,
Os excluídos do planeta marcham de um lugar para o outro,
Sem pátria, sem rostos…
As multinacionais preparam o holocausto.
Uma missão até Marte, talvez seja apenas uma ficção,
Só numa outra dimensão.

Nos campos do Senhor,
Há uma batalha invisível,
Cruel, parcial e sinistra,
Mas o bem prevalecerá sobre o mal,
Não o bem azul, vermelho e branco
Que não reconhece as diferenças
Culturais, raciais e políticas.
A criança brincará, correndo atrás da bola…
Vamos dar as mãos, num gesto de reconciliação.
Judeus e árabes, brancos e negros, católicos e protestantes,
Empregados e patrões, socialistas e capitalistas.
O perdão é necessário,
Feridas não cicatrizarão tão fáceis…

A UNIÃO SOVIÉTICA E SUAS EX-REPÚBLICAS

Para quem não sabe, houve uma época até o ínicio da década de 90 do século vinte, o mundo era dividido entre duas super-potências, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e os Estados Unidos. A União Soviética esfarelou-se em várias outras repúblicas independentes depois de 1992 e as mesmas vivendo a sombra da Rússia, mas amparadas pelo poderio armamentista dos Estados Unidos.
Os países que faziam parte da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas eram:
Armênia, Arzeibajão, Bielo-Rússia, Cazaquistão, Estônia, Georgia, Letônia, Lituania, Moldavia, Quirguistão, Tadiquistão, Ucrânia, Usbequistão, Rússia e Turcomenistão.

29 de abril de 2009

O ÁLBUM DO QUEEN "A NIGHT AT OPERA"


O álbum do Queen "A NIGHT AT THE OPERA" é uma dessas raridades produzidas no século vinte, que tem o LP guarde a sete chaves e que comprou o cd também guarde a sete chaves. O disco é o quarto da banda inglesa, produzido em 1975, traz em suas doze faixas um virtuosismo peculiar, melódico e agradável das notas misturadas de rock com opera e uma pitada de psicodelia em parceria com o vocal lirico de talvez a maior e melhor voz do rock'n roll, a do falecido cantor Freddie Mercury.

26 de abril de 2009

FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA



O envio de tropas brasileiras para lutar na Europa durante a segunda guerra mundial foi decidido depois que vários navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães. O Brasil declarou guerra oficialmente aos países do Eixo no dia 22 de agosto de 1942.
Chamou-se de Força Expedicionária Brasileira (FEB) ao contingente militar que tomou parte ativa na campanha da Itália, lutando ao lado dos aliados, no segundo semestre de 1944 e primeiro de 1945.
A determinação do governo brasileiro era de enviar à Itália três divisões de infantaria (DI), além de elementos de apoio, num total de sessenta mil homens. O contingente, organizado em unidades semelhantes às do Exército americano, estaria subordinado à direção estratégica do alto comando americano. Entretanto, apenas a primeira divisão participou da luta e, com o fim da guerra, as outras duas não chegaram a embarcar. Assim, a colaboração brasileira, no tocante a forças terrestres, totalizou 25.334 homens, sob o comando do então general-de-divisão João Batista Mascarenhas de Morais. Também participou do conflito o lº Grupo de Caça, da Força Aérea Brasileira.
Os maiores problemas enfrentados pelo Exército brasileiro na mobilização do contingente foram a falta de preparação técnica e psicológica e a deficiência de equipamento e instalações. A tropa recrutada e os voluntários vindos de todo o país se concentraram na Vila Militar, num subúrbio do Rio de Janeiro. A instrução da tropa foi dificultada pelo fato de que o Exército brasileiro ainda se pautava pelos ensinamentos da missão militar francesa, que esteve no Brasil em 1921, e teve que se adaptar rapidamente à doutrina militar americana, completamente estranha aos militares brasileiros. Havia poucos instrutores para o número de soldados e o resultado do treinamento ficou bem abaixo do esperado. Se a preparação não houvesse prosseguido na Europa, o que atenuou as deficiências da época do embarque, dificilmente a FEB teria conseguido desincumbir-se de suas missões.
Chegada na Itália. O governo brasileiro recorreu aos Estados Unidos para que facilitassem o transporte do grupamento para a Itália. Em julho de 1944, o navio-transporte General Mann estava no Rio de Janeiro, à disposição da FEB. Os embarques do contingente foram escalonados e começaram no dia 2. Os últimos elementos da FEB só chegariam na Itália em 22 de fevereiro do ano seguinte. Esse escalonamento resultou no emprego fragmentado da divisão, o que criou vários problemas para seu comandante.
Uma vez na Itália, o 1º escalão de embarque rumou de Nápoles para Tarquínia, onde foi incorporado ao V Exército americano. Devido a uma grave redução dos efetivos sob seu comando, o general americano Mark Clark, comandante do V Exército, apressou o treinamento dos pracinhas brasileiros, para que pudessem entrar rapidamente em ação. Em razão de sua inexperiência, o grupo foi destacado de início para um setor relativamente calmo, até que, segundo as palavras de Mark Clark, "tivesse recebido a inoculação do combate".
Na noite de 15 de setembro de 1944, o destacamento da FEB, sob o comando do general Zenóbio da Costa, entrou em linha, na região de Vecchiano, ao norte de Pisa, em substituição a tropas americanas. Ao amanhecer, avançou para o norte e em três dias apoderou-se de Massarosa, Camaiore e Monte Prano, depois de vencer resistência esporádica do inimigo, em retirada para novas posições nos Apeninos, a chamada linha Gótica. Nessa fase, até o dia 26 de setembro, a FEB perdeu cinco homens e teve 17 feridos, mas avançou 18km e fez 31 prisioneiros.
Avanço rumo ao Pó. No dia 28 de setembro, o general Zenóbio recebeu ordens do V Exército para que a FEB avançasse na direção de Castelnuovo di Garfagnana, progredindo através do vale do rio Sarchio. A 6 de outubro, as localidades de Fornaci e Coreglia Antelminelli foram ocupadas pelos brasileiros, que capturaram, quase intacta, uma fábrica de munições e acessórios para aviões. Em 30 de outubro o destacamento brasileiro conquistou La Rochette, Lama di Sotto, Lama di Sopra, Prodoscello, Pian de los Rios, Colle e o monte San Quirico, completando assim a primeira etapa da operação de tomada de Castelnuovo, porta de acesso ao vale do Pó. Devido à importância estratégica da localidade, as tropas do Eixo desfecharam um contra-ataque e retomaram posições. Após o incidente, encerrou-se a participação do general Zenóbio nas linhas de frente, pois ele teve de supervisionar a preparação de mais dois regimentos de infantaria brasileiros que haviam chegado à Itália.
Os efetivos da FEB foram deslocados para uma frente mais importante, no vale do rio Reno, já que o objetivo de Mark Clark era "conquistar Bolonha antes do Natal". Os dois escalões brasileiros recém-chegados foram incorporados ao combate sem passar pelo planejado período de sessenta dias de adaptação e treinamento. Apesar do empenho aliado em tomar Bolonha, os alemães resistiram tenazmente em suas posições, do mar Tirreno ao Adriático. Na frente brasileira, fracassaram três ataques ao monte Castelo, em novembro e dezembro, fato que teve grande repercussão no Brasil. Em 21 de fevereiro de 1945, após um período de imobilização causada pelo inverno rigoroso, a 10ª divisão de montanha, unidade de elite americana, apoderou-se do monte Belvedere, enquanto a FEB, em ação combinada, capturava finalmente Monte Castelo, depois de 12 horas de combate.
Os ataques conjugados da FEB e da 10ª divisão de montanha prosseguiram. Os americanos conquistaram seu segundo objetivo, o monte Della Toraccia, graças em parte à conquista de La Serra pelos brasileiros, o que facilitou a posição americana. Em 5 de março de 1945, a FEB ocupou os montes Della Castellana e de Castelnuovo, abrindo definitivamente a estrada de Porreta Terme-Marano ao tráfego aliado. Com o objetivo de completar a ruptura da posição inimiga, a oeste do rio Reno, as forças brasileiras se apoderaram das regiões de Vergaro e Tole, atingindo o vale do rio Pó.
Os brasileiros conseguiram uma importante vitória em Montese, tomada em 21 de abril de 1945. A partir daí, prosseguiu o avanço aliado no vale do Pó, para evitar a evasão de tropas alemãs para o norte, onde poderiam tentar reagrupar-se. No dia 28 de abril, a FEB, que apertara o cerco sobre os alemães que se retiravam, conseguiu fazê-los retrair-se para Fornovo, onde se renderam. Nessa jornada, foram capturados 14.779 soldados da 148ª divisão de infantaria alemã e remanescentes de outras tropas do Eixo.
O dispositivo militar nazi-fascista na Itália estava em franca desagregação. A FEB ocupou a região de Piacenza e Alessandria, enquanto a 1ª divisão blindada americana tomava Novara e seguia até Turim, onde o 75º Corpo de Exército alemão, através de seu comandante, o general Joseph Pemsel, se rendeu aos aliados. Forças avançadas brasileiras fizeram junção em 2 de maio com tropas francesas, em Susa.
Vitória final. Na noite de 29 de abril de 1945, emissários do comando alemão apresentaram os termos da rendição, assinada no palácio real de Caserta. Pouco depois, em 2 de maio, foi anunciada a capitulação incondicional das tropas do Eixo no Mediterrâneo, assinada em Florença.
Em 11 de maio de 1945, na catedral de Alessandria, celebrou-se missa solene em homenagem aos componentes da Força Expedicionária Brasileira tombados na Itália. Em 6 de junho, o ministro da Guerra ordenou que as unidades da FEB se subordinassem ao comandante da 1ª Região Militar, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente.
As cinzas dos 451 oficiais e praças brasileiros mortos no conflito, entre eles oito pilotos da FAB, foram transladadas do cemitério de Pistóia, na Itália, para o Brasil, em 5 de outubro de 1960, e hoje repousam no monumento aos mortos da segunda guerra mundial, no Rio de Janeiro.

25 de abril de 2009

HOMENS BRANCOS

Pobres homens de pele branca,
Pseudo-donos de um mundo insano.
Outros dias irão chegar,
Trazido pelo furacão da intolerância.
O medo é uma arma mortal...
É tempo de não acreditar.
O poder é escasso, a razão é vaga.
Consomem o que não presta,
Das armas que fabricam,
As que não matam, aleijam.
Foram a Lua, Deus não estava lá.
Engedram milhares de guerras
Para um alto preço cobrar.
Derrubam governos.
Criam revoluções instantâneas
E tantos ismos...
Para o planeta poderem controlar.
No passado de um novo mundo,
Exterminaram povos inocentes pela espada,
Subterfúgio para crença num deus único...
Inferiorizaram e escravizaram outros povos.
Que homens são estes?
Matam e se matam tanto,
Desmatam florestas tropicais.
Aos poucos destroem o pouco que resta,
Acreditando serem racionais.
São bestas humanas,
Precursores do holocausto próximo.
Pobres homens de pele branca...

24 de abril de 2009

ASHOHASHIN

A palavra assasino vem do árabe. No ínicio não tinha nada a ver com o significado que tem hoje. Ashohashin eram consumidores de haxixe. Durante as cruzadas, mais ou menos em 1090 apareceu uma seita que tinha como prática a violência. Chama-se Ashohashin, foi criada pelo persa Hassan Ibn Al-Sabbah. Seus seguidores sob os efeitos do haxixe obedeciam cegamente ao seu chefe. A ordem era acabar com os inimigos que não eram poucos, os ashohashin matavam com requintes de crueldade. Ashohashin virou sinônimo de morte.

QUEM SE LEMBRA DOS POVOS ÍNDIGENAS?

Em 1492, esses aborígenes do continente americano chamado indígenas somavam de 70 a 90 milhões de indivíduos. Um século mais tarde estavam reduzidos a 3,5 milhões. No Brasil, os portuguêses encontraram uma população indígena de aproximadamente 7 milhões de pessoas em 1500. Hoje esta população está reduzida a aproximadamente 200 mil índios, um número 35 vezes menor.
O genocídio registrado na história contra as culturas azteca, maya, inca, cheyennes, sioux, apaches, txucarramaes, guaranis, e outras tantas, continua hoje na vida dos índios. Suas terras são invadidas, são eles dizimados por doenças, tratados como cidadãos de segunda categoria, estrangeiros na própria terra. Hoje mais do que nunca continuam sendo explorado pelo sistema capitalista.

POSSUÍDO DE ENERGIA

Como seria conhecido um individuo possuído de energia? Seria um energúmeno (do grego energoumenos). Estas pessoas praticavam atos humanamente impossíveis, falavam linguas que não poderiam conhecer, previam as coisas e tinham uma força descomunal.

POLÍCIA

Ela invade sua casa,
Há armas em suas mãos.
A policia não lhe protegerá,
Talvez ela possa fazer mudanças.
Alguém vai se dar mal.
A policia não guarda segredo.
Ela adora atirar para matar.
Seus alvos são tudo aquilo,
Que move, que fala, que age.
São adolescente, delinqüentes e artistas,
Trabalhadores, estudantes e ativistas.
Ela não se importa com nada,
Simplesmente apaga a esperança.
Não levante suspeita,
É melhor estar aqui.
A policia contra-ataca,
Ela vai lhe perseguir.
Não corra como louco,
Finja que é feliz.
A policia arma ciladas,
Sua vida está por um triz.