13 de agosto de 2009

MUHAMMAD ALI, SOCOS NA MURALHA DO RACISMO.

Lutador de boxe norte-americano. Com temperamento agressivo e personalidade forte, tornou-se, em 1978, o primeiro lutador a conseguir três vezes o título de campeão mundial dos pesos pesados em 1971, 1974 e 1978. Seu verdadeiro nome é Cassius Marcellus Clay. Adotou o nome de Muhammad Ali ao converter-se ao islamismo. Ali surgiu para o mundo ao conquistar a medalha de ouro entre os meio-pesados na Olimpíada de Roma, em 1960, ainda como Cassius Clay. Mesmo transformado em mito nos Estados Unidos, foi impedido de comer num restaurante por ser negro. Revoltado com a discriminação racial em seu país, jogou a medalha de ouro nas águas do rio Ohio.
O pugilista logo se profissionalizou e passou a ganhar tudo o que disputava. Em 1967, havia vencido 32 combates por nocaute e apenas nove por pontos. Acabou convocado, aos 25 anos, para prestar serviços militares na Guerra do Vietnã. Clay alegou objeção de consciência, uma justificativa prevista na legislação norte-americana, mas acabou processado e condenado por violar os regulamentos do serviço militar. Seu cinturão de campeão mundial foi cassado. Depois de quatro anos de batalhas nos tribunais, e já com o nome de Ali, suas apelações foram atendidas. Em 1971, foi derrotado por Joe Frazier, mas recuperou o título mais tarde. Em 1978, o mesmo ocorreu enfrentando Leon Spinks. Ali encerrou a carreira aos 37 anos como campeão mundial. Cerca de uma década depois, descobriu que os golpes que levou em vinte anos de combates haviam deixado graves seqüelas: Ali contraíra o Mal de Parkinson e tinha dificuldades para se locomover e falar. Ainda assim, continuou como paladino da causa negra e como modelo de coragem e determinação. Em 1996, na Olimpíada de Atlanta, a maior homenagem: foi escolhido para acender a pira olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos e recebeu uma cópia da medalha de 1960 que jogara no rio.

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