Desde muito cedo na sua carreira, H. G. Wells sentiu que devia
haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances
utópicos. Começavam em geral com o mundo a caminhar inexoravelmente em direção
de uma catástrofe, até que as pessoas se apercebiam da existência de uma
maneira melhor para viver: ou através dos gases misteriosos de um cometa, que
fariam com que as pessoas começassem subitamente a comportar-se racionalmente,
ou pela tomada do poder por um conselho mundial de cientistas, como em The
Shape of Things to Come de 1933, livro que o próprio Wells adaptou mais tarde
para o filme de Alexander Korda, "Daqui a cem anos" de 1936. Aqui descrevia-se, com demasiada exatidão,
a guerra que estava a chegar, com cidades a serem destruídas por
bombardeamentos aéreos. Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e
questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. Nem todos os seus
romances terminam em feliz Utopia, como mostra o distópico When the Sleeper
Awakes. A Ilha do Dr. Moreau ainda é mais sombria. O narrador, após ficar
encurralado numa ilha cheia de animais vivissectados, até se
transformarem em seres humanos, acaba por regressar a Inglaterra e, tal como Guliver no regresso do país dos Houyhnhms, vê-se incapaz de afastar a
percepção dos membros da sua própria espécie como bestas só ligeiramente civilizadas,
regressando a pouco e pouco à sua natureza animal. Wells chamava às suas ideias políticas
"socialistas", e com o seu gosto por utopias, olhou inicialmente com
bastante simpatia para as tentativas de Lenin de reconstruir a destroçada
economia russa, como mostra o seu relato de uma visita ao país, "Russia in the
Shadows" em 1920. No entanto, desiludiu-se com a crescente rigidez doutrinária dos
Bolcheviques e, após um encontro com Stálin, convenceu-se de que a revolução
correra terrivelmente mal. Nisto foi provavelmente mais clarividente do que
muitos dos intelectuais do seu tempo. À medida que envelhecia, Wells foi-se tornando cada vez
mais pessimista acerca do futuro da humanidade, como é sugerido pelo título do
seu último livro, Mind at the End of its Tether. Os seus últimos livros tendiam
a pregar mais do que a contar uma história, e não tinham a energia e inventiva
dos trabalhos iniciais. É conhecido como o pai da ficção científica. Wells nasceu em 1866, em Bromley, na Inglaterra filho de um
pequeno comerciante. Antes de ingressar na Escola Normal de Ciências em
Londres, onde conheceu Thomas H. Huxley de quem ficaria bastante amigo, Wells
trabalhou como professor-assistente. Após se formar chegou a trabalhar como
professor de biologia até se tornar jornalista e escritor p.rofissional. Imagine um mundo onde é possível fazer viagens no tempo,
para o passado ou para o futuro, encontrar civilizações diferentes ou a própria
civilização humana em estágios diferentes de evolução. Imagine a terra sendo
invadida por seres de outros planetas com suas próprias tecnologias, ou então
um homem que pudesse ser invisível. Herbert George Wells imaginou. Seu primeiro livro publicado foi “A Máquina do Tempo”, em
1895, o romance inaugural das viagens para o futuro ou para o passado. Ao
contrário de Júlio Verne, já famoso escritor de ficção científica (embora o
termo ainda não tivesse sido cunhado – ele foi criado em 1926 por Hugo
Gernsback na revista Amazing Stories), Wells tinha o foco de suas histórias na
condição social do homem. Segundo teria dito Júlio Verne: “As criações do Sr.
Wells pertencem sem reserva a uma era e grau de conhecimento científico muito
distantes do presente, entretanto não vou dizer que inteiramente além dos
limites do possível”.Outras obras de H. G. Wells foram: A Ilha do Doutor Moureau
(1896), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898), trabalhos que o
consagraram como um pioneiro da ficção científica. Outros trabalhos como Kipps
(1905) e História de Mr. Polly (1910) não se tratam de ficção científica, assim
como O Esboço da História (1920) e O Trabalho, Riqueza e Felicidade Humana
(1932), considerados mais realistas. Em “The Fate of The Homo Sapiens” Wells já
estava começando a abandonar o otimismo quanto ao desenvolvimento da raça
humana e sua sobrevivência. Em 1904, Wells ainda publicou “Guerra Área” obra
onde anteciparia os bombardeios que ocorreram na II Guerra. H. G. Wells “previu” tantas descobertas em suas obras que alguns
de seus leitores chegaram a acreditar até que o mundo seria como Wells o
descrevesse em suas novelas, artigos e livros de ficção. Wells morreu em 1946
por causas desconhecidas.
Textos, artigos diversos e outras tantas formas de palavras escritas. Este é um blog para quem gosta de ler, questionar e filosofar...
1 de julho de 2015
21 de março de 2015
PUMA PUNKU - ENGENHARIA DOS ASTRONAUTAS ANTIGOS?
12 de março de 2015
VILLA LOBOS – O COMPOSITOR DO BRASIL

Destaca-se por ter sido o principal
responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em
música, sendo considerado o maior expoente da música, compondo obras que contém
nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções
populares e indígenas. No Brasil, sua data de nascimento é celebrada como Dia
Nacional da Música Clássica. Heitor Villa-Lobos foi maestro e compositor
brasileiro, considerado o expoente máximo da música do Modernismo no Brasil. Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro,
no dia 5 de março de 1887. Recebeu orientação musical ainda criança. No ano de
1915, Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e com 19
anos de idade fez suas primeiras composições. Em 1922 participou da Semana de Arte
realizada em São Paulo. No ano de 1923, viajou para a Europa e só voltou ao
Brasil no ano de 1929. Muitas orquestras foram dirigidas por ele. Escreveu
várias composições. Organizou um coral de 12.000 vozes em São Paulo no ano de
1931, acontecimento de grande importância na América do Sul. Fez várias viagens
pelo mundo dirigindo com entusiasmo suas próprias composições. Recebeu grande
incentivo de Debussy e Stravinsky. Em suas viagens pelo Brasil, fez pesquisas e
anotou em seu diário as muitas modalidades musicais do folclore brasileiro,
para depois analisar e formar suas composições. São muitas as peças que compôs,
as que mais se destacaram foram os choros em número de 16, esses choros foram
compostos no período de 1920 a 1929. São mais de mil composições conhecidas.
Durante sua vida recebeu 24 títulos do Instituto da França. Era membro da
Academia de Belas Artes em Nova Iorque e Comendador da Ordem de Mérito do
Brasil. Em 1944 e 1945, Villa-Lobos viajou aos Estados
Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado.
Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o
maestro compôs "Floresta do Amazonas "para a trilha de um filme da
Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de
marcar importante presença no cenário musical latino-americano. Recebeu o
título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Iorque, e o de
fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Música. Heitor
Villa-Lobos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro do ano de 1959.
Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.
26 de fevereiro de 2015
"USA FOR AFRICA", 30 ANOS

USA for Africa (United Support of Artists for Africa), foi o
nome sob o qual 45 artistas norte-americanos, liderados por Harry
Belafonte, Kenny Rogers, Michael Jackson e Lionel Richie, gravaram o compacto
"We Are The World" em 1985. A canção alcançou a primeira colocação na
parada de sucessos dos Estados Unidos e do Reino Unido em abril daquele ano. A maioria dos lucros da empreitada foi para a USA for Africa
Foundation, que os usou para ajudar as vítimas da fome e doenças na África,
especialmente para a Etiópia; alguns críticos da ação alegam, entretanto, que o
dinheiro arrecadado foi entregue aos governos, muitos dos quais militares, dos
países afetados pela fome em vez da população final. O "USA for Africa" também realizou um evento beneficente,
Hands Across America, no qual aproximadamente 7 milhões de pessoas seguraram as
mãos em uma corrente humana durante 15 minutos, num caminho que se espalhava
pelos Estados Unidos. Os participantes pagaram 10 dólares para ingressar na
fila. O dinheiro arrecadado também serviu para aliviar a fome e a falta de
moradias na África. As receitas combinadas da vendas de "We Are the
World" e do evento "Hands Across America" totalizaram cerca de
100 milhões de dólares. A canção foi composta por Michael Jackson e Lionel Richie,
produzida por Quincy Jones e gravada em 28 de janeiro de 1985 no A&M
Studios em Hollywood, Califórnia.
AQUÍFERO GUARANI
Aquífero Guarani foi o nome que, em 1996, o geólogo uruguaio
Danilo Anton propôs para denominar um imenso aquífero que abrange partes dos
territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, Brasil, ocupando
1 200 000 km². Na ocasião, ele chegou a ser considerado o maior do mundo: hoje,
é considerado o segundo maior, capaz de abastecer a população brasileira
durante 2 500 anos. A maior reserva atualmente conhecida é o Aquífero Alter do
Chão, com o dobro do volume do Aquífero Guarani. Estudos mais detalhados concluíram que o Aquífero Guarani é
menor do que os pesquisadores calculavam e, sobretudo, com volume e qualidade
da água inferiores aos estimados inicialmente. Além disso, é descontínuo, como
na região de Ponta Grossa, no Paraná, de constituição complexa e heterogêneo.
Um dos mais importantes estudos feitos sobre ele, "A redescoberta do
Aquífero Guarani", foi desenvolvido em 2006 pelo geólogo José Luiz Flores
Machado, do Serviço Geológico do Brasil. Flores Machado afirmou, em seu estudo,
que, a rigor, não se trata de um único aquífero mas de um "sistema
aquífero". Sendo assim, o correto seria chamá-lo de "Sistema Aquífero
Guarani". A maior parte, 70% ou 840 000 km² da área ocupada
pelo aquífero, cerca de 1 200 000 km² está no subsolo do centro-sudoeste do
Brasil. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina com 255 000 km²,
noroeste do Uruguai com 58 500 km² e sudeste do Paraguai com 58 500 km², nas bacias
do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do
aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.
MONUMENTO À BATALHA DAS NAÇÕES
Sendo o maior monunento da Europa, o Monumento à Batalha das Nações encontra-se em Leipzig, Alemanha, em homenagem a Batalha de Leipzig 1813, também conhecida como a Batalha das Nações. Pago por principalmente por doações e pela cidade de Leipzig, que foi concluída em 1913 para o 100 º aniversário da batalha, a um custo de 6.000.000 Goldmark. O monumento comemora derrota de Napoleão em Leipzig, um passo crucial para o fim das hostilidades na Guerra da Sexta Coalizão, que foi visto como uma vitória para o povo alemão, embora a Alemanha como a conhecemos não existia na época. Havia pessoas de língua alemã de combate de ambos os lados, como as tropas de Napoleão também incluiu alemães recrutados a partir do banco francês ocupada esquerda do Reno, bem como da Confederação do Reno.
A estrutura é de 91 metros de altura. Ele contém mais de 500 passos para uma plataforma de observação no topo, de onde tem uma vista espectacular sobre a cidade e arredores. A estrutura faz uso extensivo de betão, embora os revestimentos são de granito. O monumento é amplamente considerado como um dos melhores exemplos da arquitetura guilhermina. Diz-se de estar no local de alguns dos mais sangrentos combates, de onde Napoleão ordenou a retirada do seu exército.
6 de outubro de 2013
GENERAL ROMMEL, A RAPOSA DO DESERTO
Aos quatorze anos, Rommel e um amigo construíram um planador
em tamanho natural que voava, embora não muito longe. O jovem Rommel queria ser
mecânico e desejava se tornar um engenheiro aeronáutico, mas ingressou no
Exército devido às insistências de seu pai que o recomendou para o Exército
Württemberg, descrevendo ele como "próspero, de confiança e um bom ginasta".
De início foi rejeitado pela artilharia e engenharia do Exército, sendo mais
tarde, em Março de 1910, chamado para fazer o exame médico para admissão, sendo
neste exame detectado uma hérnia, mas foi aceito mesmo assim como cadete. Seu
pai assinou a documentação necessária e pagou o uniforme de Fahnenjunker,
entrando no seu regimento no dia 19 de Julho de 1910, aos 18 anos de idade, no
124.º Regimento de Infantaria de Württemberg de onde foi enviado para a Escola
Real de Oficiais Cadetes de Danzig, terminando o seu treinamento no mês de
Novembro de 1911. Nesta época, Rommel conheceu Lucie Mollin, dançarina, que
estava em Danzig para estudar línguas, tendo os dois logo se apaixonado. Erwin
Rommel nasceu em Heidenheim, aproximadamente 40 km de Ulm, no Estado de
Württemberg, sendo batizado em 17 de Novembro de 1891. Foi o segundo filho do
professor protestante Erwin Rommel, reitor de escola secundária em Aalen, e
Helene von Luz, filha de um proeminente dignitário local. O casal teve ainda
outros três filhos, dois meninos, Karl e Gerhard, e uma menina, Helene. O seu
irmão mais velho, Karl Rommel, entrou como voluntário no Exército se tornando
piloto de reconhecimento, sendo admitido somente nos últimos exames. Já Gerhard
Rommel, o seu irmão mais novo, se tornou cantor de ópera. De início foi
rejeitado pela artilharia e engenharia do Exército, sendo mais tarde, em Março
de 1910, chamado para fazer o exame médico para admissão, sendo neste exame
detectado uma hérnia, mas foi aceito mesmo assim como cadete. Foi na Segunda
Guerra Mundial, porém, que a fama de Rommel fez o mundo estremecer. Sob o
comando da 7ª Divisão Panzer, em 1940, ele foi um dos primeiros a ultrapassar a
Linha Maginot, na França, antes em mãos de tropas britânicas e francesas. A
inovadora e fulminante "Blitzkrieg",guerra-relâmpago surgia para o mundo de
forma implacável. Foi durante a invasão da França que Rommel conseguiu atingir
a inigualável marca de deslocamento de 240 km em um único dia, feito que
rendeu a seus homens a fama de "divisão fantasma". Em fevereiro de
1941, sob ordem do chefe do Estado-Maior do Reich, Walter von Brauchitsch,
nascia um grupo especial que se tornaria lendário, batizado de "Afrika Korps".
Sua missão era auxiliar as frágeis frentes italianas no norte da África, que
padeciam com armamento escasso. Mas a tarefa não seria simples. Com curto raio
de ação, os canhões da divisão datavam de 1914 e estavam completamente
obsoletos. A situação de outras armas não era muito diferente. Metralhadoras e
veículos de defesa pouco podiam fazer diante do poder de fogo dos aliados. Para
piorar, grande parte do exército italiano era constituída por infantaria
não-motorizada, adequada para posições defensivas, mas de valor nulo nos
embates no deserto. Implicado no atentado por suas ligações com os oficiais
conspiradores membros da resistência alemã, Rommel, ainda em recuperação
médica, recebe em sua casa a visita de dois oficiais generais em 14 de Outubro
de 1944. Devido ao seu prestígio nacional, estes oficiais, leais a Hitler,
trazem os termos do Führer a Rommel: ir a Berlim, passar por um julgamento
popular e inevitavelmente ser condenado à morte, condenando também sua família
a ser confinada em um campo de concentração ou, sozinho, acompanhar os dois
oficiais e ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a
integridade de seus familiares. Rommel sem dúvida escolhe a segunda
alternativa, despede-se da família e acompanha os dois oficiais embarcando em
seu automóvel. Às treze e vinte e cinco os generais Burgdorf e Maisel, fizeram a entrega do
cadáver de Rommel ao Hospital de Ulm. O médico-chefe, que se dispunha a
proceder a autópsia, foi prontamente interrompido por Burgdorf que lhe disse:
"Não toque no corpo. Em Berlim já se tomaram todas as providências."
Talvez, jamais se venha a saber o que exatamente se passou no caminho de Ulm.
Burgdorf pereceu com Hitler, no subterrâneo da chacelaria do Reich. Maisel que
ao final da guerra foi condenado juntamente como motorista da SS, afirmam terem
recebido ordens de abandonar o carro por alguns momentos, quando retornaram
encontraram Rommel agonizando. Seu funeral foi celebrado em 18 de Outubro de
1944 com as mais altas honrarias militares do III Reich e, oficialmente sua
"causa mortis" foi anunciada como efeito dos ferimentos que recebera
meses antes. Seus restos mortais, depois de cremados foram sepultados em
Herrlingen, Alemanha, no cemitério próximo de sua casa. Sua família não foi
perseguida após sua morte. Um dos seus filhos chegou ao cargo de presidente da
câmara, "Bürgermeister" da cidade de Stuttgart. Muitas lendas foram criadas a
partir do mito Rommel, porém nunca questionado do ponto de vista militar e da
conduta no campo de batalha. Histórias como "fazer um Rommel", que
para os soldados do 8º Exército Britânico, significava fazer algo de forma
impecável. Sua astúcia e faculdade de improvisação granjearam-lhe o apelido de
Raposa do Deserto. Certa vez encontrando-se sob violenta pressão Britânica, o general
conseguiu inverter a situação dando-lhes impressão de comandar grandes estacamentos. Sabia que a RAF fotografava diariamente as linhas alemãs, então,
ordenou que todos os veículos fossem movimentados a noite, crivando o solo do
deserto com milhares de sulcos, e projetando a movimentação de um grande
destacamento de blindados. Diante disto os ingleses bateram em retirada.
ALMIRANTE DE ESQUADRA CHESTER NIMITZ
Originalmente Nimitz tinha esperanças em estudar na Academia
Militar dos Estados Unidos em West Point e tornar-se oficial do exército, mas
não existiam vagas disponíveis. O seu congressista, James L. Slayden, disse-lhe
que tinha uma nomeação disponível para a marinha, e que esta seria atribuída ao
candidato melhor qualificado. Nimitz sentiu que esta era a sua única
oportunidade para continuar a estudar e gastou tempo extra a estudar para
ganhar a nomeação. Foi nomeado para a Academia Naval dos Estados Unidos do 12.º
Distrito Congressional de Texas em 1901, e graduou-se com distinção em 1905, em
7º numa turma de 144. O então Contra-Almirante Nimitz foi seriamente
considerado em 1940 para o comando da Esquadra do Pacífico. Sendo assim, quando
o governo Roosevelt decidiu fazer do Almirante Husband Kimmel o bode expiatório
do ataque surpresa, a escolha para substituí-lo naturalmente recaiu sobre
Nimitz. Ele chegou a Pearl Harbor no dia de Natal de 1941, e enquanto
inspecionava o porto, ele pôde ver pequenos barcos coletando corpos que subiam
à superfície desprendendo-se dos navios destroçados no fundo. Por ato do
Congresso, Nimitz saltou a patente de Vice-Almirante e foi promovido
diretamente para Almirante 4 estrelas. O Comandante-em-Chefe da Esquadra do Pacífico era
responsável por uma imensa área. Em violação ao princípio de unidade de
comando, o Pacífico foi dividido em dois teatros. Douglas MacArthur foi
designado comandante do Sul do Pacífico, que abrangia a Austrália, Filipinas,
Ilhas Salomão, Nova Guiné, Arquipélago de Bismark, Bornéo, e todas as Índias
Orientais Holandesas, exceto Sumatra. Nimitz comandava tudo mais no Pacífico,
exceto as águas costeiras das Américas Central e do Sul. Essa vasta área
recebeu a designação de Área Oceânica do Pacífico. Além disso, Nimitz retinha o
comando da Esquadra. O Almirante Nimitz enfrentou o desafio de reconstruir sua
desmoralizada esquadra e proteger os interesses americanos no Pacífico com
grande habilidade. O braço aéreo da esquadra, assim como a força submarina, permaneceram
intactos após Pearl Harbor. Para restaurar o moral e manter os japoneses sob
ataque, Nimitz ordenou guerra submarina irrestrita contra o Japão. Ele também
reorganizou a frota de superfície em forças-tarefa centradas em porta-aviões
rápidos. Com o apoio do Almirante King, ele começou o planejamento de ações
ofensivas envolvendo ataques de navios-aeródromos. Nessa altura, a maioria dos
comandantes navais acreditava que era muito arriscado para porta-aviões atacar
bases terrestres pesadamente defendidas. O alto-comandante dos porta-aviões,
William Halsey, apoiou Nimitz e ofereceu-se para liderar os primeiros ataques.
Os ataques subseqüentes pouco conseguiram em termos estratégicos, mas foram
importantes em elevar o moral, obter experiência e desenvolver táticas. Baseando-se
em relatórios da inteligência, Nimitz empregou seus escassos porta-aviões para
interceptar os japoneses na Batalha do Mar de Coral em maio de 1942. Antes da
batalha, ele secretamente observou que “devido à superioridade de nosso pessoal
e equipamento” os Estados Unidos poderiam arriscar-se a lutar contra os
japoneses ainda que enfrentando condições desfavoráveis. Essa visão se provou
por demais sangrenta. Ainda assim, o empate obtido na batalha foi uma brilhante
vitória da propaganda e marcou o primeiro bloqueio no expansionismo japonês.Após a acalorada reunião de 14 de dezembro de 1943, Nimitz
confrontou seus subordinados. Todos disseram que Kwajalein seria um desastre.
Dirigindo seus comentários a Turner, ele respondeu: “Será desse jeito. Se vocês
não querem fazê-lo, o Departamento achará alguém que queira.” A discussão
acabou ali. A bem-sucedida captura das Ilhas Gilbert e Marschall
demonstrou como operações com porta-aviões rápidos podem apoiar operações de
desembarque em movimentos de larga escala. Nimitz então voltou sua atenção ao
ataque às Marianas para conseguir uma base de bombardeiros, que atacariam o
Japão. Palau e as Filipinas se seguiram. Nimitz era favorável ao abandono das
Filipinas em favor da invasão de Taiwan, mas a influência política de
MacArthur, que prometera “voltar” quando fugiu em 1942, persuadiu Roosevelt a
contrariar seu plano e ordenar a invasão das Filipinas. Em 19 de dezembro de
1944, Nimitz foi promovido a Almirante de Esquadra, patente equivalente à de
MacArthur. Os dois líderes haviam cooperado no passado e continuaram a cooperar
até o fim da guerra. Após sofrer um ataque cardíaco seguido de pneumonia em fins
de 1965, Chester Nimitz faleceu em San Francisco, no dia 20 de fevereiro de
1966, aos 80 anos. Ele é hoje homenageado pela a classe de super porta-aviões
nucleares norte-americanos, que leva seu nome.
GENERAL DOUGLAS McATHUR
Douglas MacArthur nasceu em uma base do exército em Little Rock , Arkansas, em 26 de janeiro de 1880, em uma família com uma história militar forte . Seu pai, Arthur , era um capitão no momento do nascimento de Douglas , e tinha sido condecorado por seu serviço no exército da União durante a Guerra Civil. Mãe de Douglas , Mary, era de Virginia , e seus irmãos tinham lutado para o Sul durante a Guerra Civil. A base onde Douglas nasceu foi apenas o primeiro de vários postos militares em que ele viveria durante sua juventude. Em 1893, sua família mudou-se para San Antonio , Texas, e MacArthur frequentou a Academia Militar de West Texas , onde começou a mostrar ser uma promessa acadêmica. Ele também foi membro de várias equipes esportivas da escola. Após o colegial, MacArthur matriculados na academia militar de West Point, onde se destacou e, em 1903, graduou-se com honras. Após a formatura, MacArthur foi encomendado como um oficial subalterno no "Army Corps of Engineers", Corpo de Engenheiros do Exército e passou a próxima década cumprindo uma variedade de funções. Este período no início de sua carreira militar foi marcado por promoções freqüentes e levou a lugares em países ao redor do mundo , incluindo as Filipinas , Japão, México e , em 1914 , na França. No início da I Guerra Mundial, MacArthur foi promovido a major e lhe atribuído ao que eram, essencialmente, inteligência e unidades administrativas . No entanto, após os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha , foi criado a Divisão 42, a chamada " Divisão do arco-íris ", uma unidade da Guarda Nacional composta por soldados de um número de Estados e MacArthur foi promovido a coronel e a divisão fora colocada sob o seu comando. Em 1918 ele participou do St. Mihiel , Meuse -Argonne e ofensivas Sedan , durante a qual ele repetidamente distinguiu-se como um líder militar capaz. Ao retornar da Europa, MacArthur tornou-se o superintendente de West Point, cargo que ocupou durante os próximos três anos. Durante esse tempo, ele foi promovido a general de brigada do Exército e também se casou com sua primeira esposa, Louise Brooks Cromwell . Para o resto de 1920, MacArthur novamente ocupou vários cargos militares e também chefiou o Comitê Olímpico americano. Ele se divorciou de Louise , em 1929.
Em 1930, MacArthur foi promovido a general e selecionado como o chefe do Exército . Ao longo dos próximos anos, seus esforços foram essencialmente dedicado à manutenção da máquina militar que , como o resto do país, foi prejudicada pela Grande Depressão. Ele também falou muitas vezes sobre o que ele considerava ser a cada vez mais grave ameaça do comunismo, tanto nos Estados Unidos quando no exterior. Em 1935 , o presidente Franklin D. Roosevelt escolheu MacArthur como seu conselheiro militar às Filipinas e mandou-o lá para estabelecer uma força militar defensiva. O seu nome ficará para sempre associado à reconquista das Filipinas por parte das tropas norte americanas, cumprindo a sua famosa promessa de regresso "I Shall Return" efetuada dois anos antes.
Em 1930, MacArthur foi promovido a general e selecionado como o chefe do Exército . Ao longo dos próximos anos, seus esforços foram essencialmente dedicado à manutenção da máquina militar que , como o resto do país, foi prejudicada pela Grande Depressão. Ele também falou muitas vezes sobre o que ele considerava ser a cada vez mais grave ameaça do comunismo, tanto nos Estados Unidos quando no exterior. Em 1935 , o presidente Franklin D. Roosevelt escolheu MacArthur como seu conselheiro militar às Filipinas e mandou-o lá para estabelecer uma força militar defensiva. O seu nome ficará para sempre associado à reconquista das Filipinas por parte das tropas norte americanas, cumprindo a sua famosa promessa de regresso "I Shall Return" efetuada dois anos antes.
A sua atuação ao longo destes anos, concedeu-lhe um lugar
ímpar na história da Segunda Guerra Mundial, sendo considerado um dos maiores
comandantes militares do século 20 e um dos maiores militares norte americanos
de todos os tempos, tendo sido juntamente com o Chefe do Estado Maior das
Forças Armadas, o General George Marshall e com o General Dwight
"IKE" Eisenhower os únicos generais de 5 estrelas do Exército dos
Estados Unidos. Em 1945, quando nomeado Chefe Supremo das Potências Aliadas,
aceitou a rendição dos japoneses após a explosão das bombas atômicas sobre
Hiroshima e Nagasaki.
Esta rendição teve um grande valor simbólico para os
americanos, pois foi efetuada na baía de Tóquio a bordo do navio USS Missouri. Foi nomeado Comandante Aliado no Japão após a guerra,
ocupando o cargo até 1950. Quando a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em
1950, os Estados Unidos entraram na guerra comandando a força militar das
Nações Unidas. Foi nomeado comandante do Exército das Nações Unidas, tendo
expulsado os invasores e atacada a Coreia do Norte, invadindo-a. No entanto, a China passou a apoiar de forma veemente o
Exército norte-coreano, permitindo ao mesmo suster a incursão das tropas
aliadas conduzindo a guerra a uma situação de impasse, que conduziu a uma paz
instável que dura até aos dias de hoje. Em 1951, como comandante das forças da ONU, foi demitido por
Truman, devido a desobediência de ordens do Presidente dos Estados Unidos. Regressando ao seu País, o Partido Republicano tentou
fazê-lo aceitar a candidatura à presidência dos Estados Unidos, que foi
recusada. Faleceu em 5 de abril de 1964, aos 84 anos, vitima de uma
cirrose biliar primária. No cinema, foi vivido pelo ator Gregory Peck no filme
MacArthur de 1977.
3 de outubro de 2013
ATILA, "O FLAGELO DE DEUS"
Na liderança dos hunos, após matar o próprio irmão, comandou
várias ações militares no continente europeu. Comandou seu exército na invasão
do Império Romano, saqueando e destruindo diversas cidades romanas. Invadiu
cidades romanas da região do rio Danúbio e nos Bálcãs. Atacou também, com seu
exército, a região da Gália, atual França. Com a aliança que firmou com outros
povos bárbaros, chegou a comandar uma extensa região entre o Mar Cáspio e o rio
Reno. Tentou dominar Constantinopla, porém acabou desistindo em função do grande
poderio do Império Bizantino. Exigiu e conseguiu do Papa Leão I uma certa
quantia de tributos para deixar de invadir e destruir cidades italianas. Passou
para a história por ser um comandante militar muito cruel e violento. Foi apelidado
em sua época de “o flagelo de Deus”. Quando entrava nas cidades, ordenava a
destruição de casas e construções, além de exigir a execução de várias pessoas,
com objetivo de demonstrar poder e despertar o medo nos inimigos. Foi o último
e mais poderoso rei dos hunos. Governou o maior império europeu de seu tempo
desde 434 até sua morte. Suas possessões se estendiam da Europa Central até o
mar Negro, e desde o Danúbio até o Báltico. Durante seu reinado foi um dos
maiores inimigos dos impérios romanos Oriental e Ocidental: invadiu duas vezes
os Bálcãs, esteve a ponto de tomar a cidade de Roma e chegou a sitiar
Constantinopla na segunda ocasião. Marchou através da França até chegar a
Orleães, antes que o obrigassem a retroceder na batalha dos Campos Cataláunicos, "Châlons-sur-Marne" e, em 452, conseguiu fazer o imperador Valentiniano III
fugir de sua capital, Ravena. Ainda que seu império tenha morrido com ele e não
tenha deixado nenhuma herança notável, tornou-se uma figura lendária da
história da Europa. Em grande parte da Europa Ocidental é lembrado como o
paradigma da crueldade e da rapina. Alguns historiadores, por outro lado,
retrataram-no como um rei grande e nobre, e três sagas escandinavas o incluem
entre seus personagens principais.
28 de setembro de 2013
A REVOLTA DOS MALÊS
Dentre os
diversos conflitos na História do Brasil Império, durante o período regencial que foi a transição do primeiro para o segundo reinado, aconteceu a Revolta dos Malês,
mais precisamente na noite de 24 para 25 de Janeiro, no ano de 1835. A revolta foi
rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos, já que se tratava de
um movimento dos escravos muçulmanos os "Malês", que se organizaram com a proposta
de libertação de todos os escravos africanos que pertencessem à religião
islâmica. Aconteceu na cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia,
e teve a participação dos escravos pertencentes às etnias hauçá, igbomina e
Picapó. O plano de
ação dos malês se constituiu a partir das experiências de combate que tiveram
anteriormente na África e consistia em propostas como o fim do catolicismo, o
assassinato e o confisco dos bens de todos os brancos e mulatos, a implantação
de uma morarquia islâmica e a escravização de todos que não fossem muçulmanos,
independentemente de sua raça. De acordo com seus planos, eles sairiam do
bairro da Vitória e iriam até Itapagipe tomando as terras e matando os
‘brancos’, em seguida se reuniriam com os demais revoltosos para então tomar o
governo. Tinham o objetivo também de divulgar sua religião e “conquistar” seus
direitos. A ação seguinte seria a invasão dos engenhos de açúcar e a libertação
dos escravos muçulmanos.Há
controvérsias sobre quem foi o autor da delação, mas o fato é que o plano dos
malês foi delatado para um juiz de Paz de Salvador, e este rapidamente acionou
os soldados das forças oficiais que, bem preparados e armados, cercaram os
revoltosos na região da Água dos Meninos, antes mesmo de chegarem a Itapagipe.
Neste local aconteceram violentos conflitos nos quais morreram 70 escravos
e sete soldados. Foram presos cerca de 200 revoltosos, os quais foram julgados
pelos tribunais. Alguns foram condenados a trabalhos forçados e açoites, outros
foram enviados para a África
GUERRAS MÉDICAS
Durante os
séculos VI e V a.C., a civilização persa viveu um processo de ampliação
territorial graças à ação militar de vários de seus reis. Ciro, Cambises e
Dario I empreenderam a anexação de diversas áreas da Ásia Menor, até se
aproximar de cidades formadas pelos gregos. Inicialmente, a relação entre os
povos da Grécia Asiática e os persas foi marcada por uma relativa estabilidade.
Contudo, a adoção de uma política de exploração deu início a uma série de
conflitos que inauguraram as Guerras Médicas. Em um primeiro momento, entre 500 e 494 a.C., algumas cidades jônias resolveram
se rebelar contra as imposições persas com o apoio militar dos atenienses. Logo
em seguida, Dario I decidiu organizar tropas que invadiram a Grécia Continental
com o objetivo de rebater a ofensiva ateniense. A primeira tentativa dos
persas, ocorrida em 492 a.C., foi frustrada com um forte temporal que atingiu
parte dos navios persas. No entanto, em 490 a.C., os persas organizaram uma
nova tentativa de invasão. Dessa vez, utilizando um contingente com mais de 50 mil soldados, os persas
conseguiram dominar diversas cidades da Grécia Continental. Atenas e Esparta
foram as duas únicas cidades-Estado que resolveram resistir ao avanço do
poderoso exército persa. Sob a liderança de Milcíades, os atenienses
organizaram uma ofensiva realizada no exato momento em que os persas
desembarcaram na planície de Maratona. Mesmo com um contingente muito menor, os
atenienses conseguiram vencer os persas nesta batalha. Após essa primeira vitória dos gregos, as tropas atenienses retornaram para sua
cidade natal tentando abafar um outro batalhão persa que se dirigia para lá.
Mais uma vez, os atenienses conseguiram vencer os persas e, com isso,
alcançaram grande prestígio militar entre os povos gregos. Após essas vitórias,
o governo ateniense investiu na ampliação do poder naval da cidade e na
ampliação do porto do Pireu. Enquanto isso, Dario passou a preparar uma
tentativa de invasão ainda maior.
O rei persa acabou morrendo antes de empreender uma nova ação militar contra os gregos. Essa tarefa acabou sendo assumida pelo seu filho Xerxes, que promoveu uma nova invasão à Grécia no ano de 480 a.C.. Dessa vez, a ofensiva persa contou com o apoio dos cartagineses, que se comprometeram a lutar contra as colônias gregas localizadas no sul da Península Itálica. Em contrapartida, diversas cidades gregas se uniram para a luta contra o Império Persa. O primeiro confronto entre persas e gregos ocorreu no desfiladeiro de Termópilas, onde um grupo de soldados espartanos tentou resistir à invasão persa. Mesmo não conseguindo abater seus inimigos, a resistência oferecida pelos espartanos ofereceu tempo hábil para que os militares atenienses pudessem organizar a fuga da população. Após incendiarem uma Atenas completamente abandonada, os persas foram atraídos até o canal de Salamina, onde as forças gregas esperavam derrotar o grande poderio naval dos persas. Utilizando de uma ardilosa estratégia de guerra, os gregos conseguiram sucessivas vitórias contra os persas nas batalhas de Salamina, Platéia e Micala. Com essas sucessivas vitórias, os gregos conseguiram impedir a invasão dos persas à Grécia Continental, bem como recuperaram a autonomia política das cidades localizadas na Ásia Menor. Sob a liderança dos atenienses, a Pérsia foi finalmente derrotada com a assinatura do Tratado de Susa, estabelecido em 448 a.C..
O rei persa acabou morrendo antes de empreender uma nova ação militar contra os gregos. Essa tarefa acabou sendo assumida pelo seu filho Xerxes, que promoveu uma nova invasão à Grécia no ano de 480 a.C.. Dessa vez, a ofensiva persa contou com o apoio dos cartagineses, que se comprometeram a lutar contra as colônias gregas localizadas no sul da Península Itálica. Em contrapartida, diversas cidades gregas se uniram para a luta contra o Império Persa. O primeiro confronto entre persas e gregos ocorreu no desfiladeiro de Termópilas, onde um grupo de soldados espartanos tentou resistir à invasão persa. Mesmo não conseguindo abater seus inimigos, a resistência oferecida pelos espartanos ofereceu tempo hábil para que os militares atenienses pudessem organizar a fuga da população. Após incendiarem uma Atenas completamente abandonada, os persas foram atraídos até o canal de Salamina, onde as forças gregas esperavam derrotar o grande poderio naval dos persas. Utilizando de uma ardilosa estratégia de guerra, os gregos conseguiram sucessivas vitórias contra os persas nas batalhas de Salamina, Platéia e Micala. Com essas sucessivas vitórias, os gregos conseguiram impedir a invasão dos persas à Grécia Continental, bem como recuperaram a autonomia política das cidades localizadas na Ásia Menor. Sob a liderança dos atenienses, a Pérsia foi finalmente derrotada com a assinatura do Tratado de Susa, estabelecido em 448 a.C..
15 de setembro de 2013
SETEMBRO NEGRO...
Em 16 de setembro, sob lei marcial, o rei Hussein deu plenos
poderes ao então coronel paquistanês Muhammad Zia-ul-Haq, que, mais tarde,
viria a ser presidente do Paquistão, através de um golpe de estado que derrubou
Zulfikar Ali Bhutto para que acabassem com os fedayin. Os palestinos
receberam, então, ordens de depor imediatamente as armas e evacuar as cidades.
No mesmo dia, Yasser Arafat tornou-se comandante supremo do Exército de Libertação da
Palestina (PLA), o braço militar da OLP. Durante dez dias de guerra civil,
inicialmente entre o PLA e o exército jordaniano, a Síria enviou cerca de 200
tanques para ajudar os fedayin. Em 17 de setembro, porém, o Iraque começou a
retirar seus 12.000 homens estacionados perto de Zarqa. Os Estados Unidos
enviaram uma esquadra para o Mediterrâneo oriental e Israel realizou movimentos
de tropas, colocando-as à disposição de Hussein, caso fosse necessário. Sob
ataque do exército jordaniano e sofrendo pressão externa, as forças sírias
começaram a se retirar da Jordânia em 24 de setembro, depois de perder mais da
metade dos seus armamentos na luta contra os jordanianos. Os fedayin se viram
então na defensiva e concordaram com um cessar-fogo em 25 de setembro. Vários
governantes árabes criticaram a atitude do rei Hussein e um acordo de paz foi
assinado no Cairo em 27 de setembro.2 O tratado reconhecia o direito das
organizações palestinas de operar na Jordânia, desde que deixassem as cidades.
Posteriormente, Arafat afirmaria que o exército jordaniano matou entre 10 mil e
25 mil palestinos. Em 28 de setembro, Gamal Abdel Nasser morre de ataque
cardíaco e a OLP perde a proteção árabe. Em 31 de outubro, Arafat, cuja posição
estava enfraquecida, teve que assinar outro acordo pelo qual retornava o
controle da Jordânia ao rei e se comprometia a desmantelar as bases dos
militantes palestinos e a proibi-los de usarem armas não permitidas pelo
governo jordaniano. Mas, em reunião do Conselho Palestino, a FPLP e a FDLP se
recusam a aceitar esse acordo. Em 9 de novembro, o primeiro-ministro jordaniano
Wasfi al-Tal ordena o confisco de armas ilegais. Em janeiro de 1971, o exército
aumenta o controle sobre as cidades. Após a descoberta de um depósito de armas
ilegais em Irbid, o exército estabelece o toque de recolher e começa a prender
os rebeldes. Em 5 de junho de 1971, várias organizações palestinas, inclusive o
Fatah, lançam um manifesto na Rádio Baghdad, conclamando a população a derrubar
o rei Hussein. Finalmente o exército jordaniano recupera o controle dos últimos
redutos da OLP - as cidades de Jerash e Ajloun e os militantes palestinos são
expulsos para o Líbano.
A REVOLTA VERMELHA DE 35
A Revolta Vermelha de 1935 inscreve-se como conspiração de
natureza político-militar, pelas suas reivindicações políticas imediatas de
protesto político-institucional contra um governo autoritário dentro do quadro
dos movimentos tenentistas realizados no Brasil desde a década de 1920. No
entanto, articularam-se estas reivindicações, sob influência comunista, à ideia
de uma revolução "nacional-popular" contra as oligarquias, o
imperialismo e o autoritarismo, possuindo nas suas reivindicações menos
imediatas, aspectos como: a abolição da dívida externa, a reforma agrária, o
estabelecimento de um governo de base popular - em outras palavras, uma
revolução "nacional-libertadora", que, embora estabelecida por um
movimento armado, não se propunha a ultrapassar o quadro da ordem social
burguesa como afirmado, à época, por um dos líderes do movimento, o
capitão Agildo Barata. Esta confluência de influências corporificou-se na pessoa de
seu principal líder, Luís Carlos Prestes, capitão do Exército Brasileiro e
líder tenentista convertido ao comunismo, que dirigiu o levante - à revelia da
liderança formal do Partido Comunista do Brasil, e em articulação direta com a
direção da Internacional Comunista, que mantinha junto a Prestes um grupo de
militantes comunistas internacionais, composto pela companheira de Prestes, a
comunista alemã Olga Benário, além do argentino Rodolfo Ghioldi, o alemão
Arthur Ernest Ewert, Ranieri Gonzales e alguns outros militantes ligados ao
Comitê Executivo da Internacional Comunista (CEIC).
A direita brasileira sempre caracterizou esta interferência
do Comintern no movimento como prova do seu caráter antinacional, em que os
militantes brasileiros teriam agido como simples fantoches do comunismo
internacional. Deve-se levar em conta, no entanto, que, se o Comintern stalinista da época desejava levar a cabo uma revolução vitoriosa sob sua
inspiração a qualquer custo - de forma a tirar de Stalin a pecha de
"grande organizador de derrotas" que lhe havia sido atribuída por
Trótski após o fracasso das revoluções na Chinaem 1927, na Alemanha em 1923 e
na tomada do poder por Hitler em 1933. O fato é que Prestes especulou
fortemente sobre o seu prestígio e sua capacidade de articulação política para
prevalecer sobre a direção formal do Partido brasileiro no processo
marginalizando o então secretário-geral do Partido, Antônio Bonfim, o
"Miranda" e conseguir o apoio direto do CEIC a suas políticas -
cujas premissas revelar-se-iam cabalmente equivocadas.Num primeiro momento, Prestes parecia considerar que o
programa nacionalista da ANL seria capaz de permitir-lhe impor-se como um movimento
de massa legal capaz de atrair apoios tanto entre a classe operária e o
campesinato como também entre a burguesia "progressista" de
tendências anti-imperialista e antifascista para depois, quando o governo
Getúlio Vargas declarou a Aliança ilegal com o apoio da burguesia e da classe
média, que temiam a infiltração comunista no movimento, optar, com o apoio do
CEIC, por uma ação revolucionária concebida em termos de uma mera ação militar.A ação foi planejada dentro dos quartéis. Militares simpatizantes
da ANL deram início às rebeliões. Imaginava-se que depois a revolta ganharia o
apoio popular, mas isto não ocorreu.A principal falha dos revolucionários foi com relação à
organização. As revoltas se deram em datas diferentes, o que facilitou as ações
do governo para dominar a situação e frustrar o movimento.Após derrotá-los, Vargas decretou estado de sítio e uma
forte repressão aos envolvidos na Intentona Comunista. Luís Carlos Prestes foi
preso, bem como vários líderes sindicais, militares e intelectuais. Mas tudo
isto não passou de estratégias do presidente para preparar um futuro golpe de
Estado.
GENERAL ANIBAL
General e estrategista cartaginês nascido em Cartago, filho do fundador do Império Púnico na Espanha, Amilcar Barca, fundador do império cartaginês na Espanha e comandante da primeira guerra púnica contra os romanos. Famoso por sua genialidade, aos nove anos foi levado pelo pai para a Espanha e, segundo a lenda, aprendeu e jurou ódio eterno aos romanos. Assumiu o comando do exército em 221 a. C. e tornou-se chefe supremo das tropas de Cartago, depois do assassinato do pai e do cunhado Asdrúbal. Dedicou-se inicialmente à consolidação do domínio cartaginês na península ibérica e para esse fim fez várias viagens pelo império, no decorrer das quais arregimentou tribos celtas e iberas que viriam a constituir a base de seu exército. Depois de conquistar a cidade de Sagunto em 219 a. C., aliada aos romanos e dando início à segunda guerra púnica, na Espanha, organizou um grande exército, cerca de 40 mil homens com infantaria, cavaleiros e 37 elefantes e cruzou os Alpes em direção a Roma. Após a travessia dos Pireneus e dos Alpes, o cartaginês infligiu aos romanos a primeira derrota em Trébia, no vale do rio Pó, onde incorporou a suas tropas os gauleses cisalpinos. Na batalha de Trasimeno esmagou as forças de Flamínio, estimadas em 15.000 homens, e conquistou o domínio da Itália central. Em Canas obteve outra retumbante vitória contra um contingente romano duas vezes mais numeroso que as tropas cartaginesas. Ocupou ainda Cápua e Taranto em 212 a. C., mas sem reforços e abastecimento, foi obrigado a adiar o projeto de tomar Roma e refugiou-se no extremo sul da Itália. Esperou em vão a adesão dos povos itálicos ou a chegada do exército comandado por seu irmão Asdrúbal Barca, dizimado pelos romanos na batalha do rio Metauro em 217 a. C. O inimigo passou à contra-ofensiva e recuperou progressivamente suas posições. Durante a campanha chegou próximo da cidade, mas ficou cego de um olho e perdeu metade de seus homens. Durante suas campanhas na Itália, o cônsul Públio Cornélio Cipião, o Africano, conquistou todos os territórios espanhóis que estavam sob controle cartaginês. Atravessou o oceano para defender Cartago em 203 a. C., porém foi definitivamente vencido pelos exércitos de Roma comandados por Cipião, na batalha de Zama. Roma exigiu sua rendição no ano 195 a. C. e ele procurou refúgio na corte de Antíoco, na Síria. Três anos mais tarde seu protetor foi derrotado pelos romanos e refugiou-se na Bítinia, na Ásia Menor. Roma pediu sua extradição no ano 183 a. C. e, para não ser preso pelos romanos, preferiu suicidar-se tomando veneno. As técnicas de combate inventadas pelo general cartaginês nas batalhas que travou contra os exércitos romanos, foram consagradas pela história dos conflitos bélicos. O emprego de armamento pesado móvel e de movimentos envolventes no palco de operações faz parte do legado transmitido por aquele que foi talvez o maior gênio militar da antigüidade.
TAJ MAHAL, UM TRIBUTO AO AMOR?
Considerado como uma das mais importantes construções da
História da Humanidade, o Taj Mahal tem por de trás de suas edificações uma
impressionante história. Durante o governo do imperador mongol Shah Jahan,
houve um período de grande prosperidade material na Índia, sendo que os
recursos acumulados durante esse governo permitiram a construção de vários
jardins e edifícios. Na condição de monarca, Shah Jahan tinha várias esposas,
mas Aryumand Banu Begam era, sem dúvida, a mais amada. A sua predileção por
Aryumand era tanta, que passou a chamá-la pelo nome de Mumtaz Mahal, ou seja,
“a eleita do palácio”. Entretanto, a relação afetuosa entre Mumtaz e Shah
chegou ao fim quando a esposa preferida não sobreviveu ao parto de seu décimo
quarto filho. Desolado com a perda de sua amada, o poderoso rei ordenou a
construção de um enorme mausoléu que deveria abrigar o corpo de sua amada e, ao
mesmo tempo, simbolizar o amor do rei à sua falecida esposa. Nos 22 anos seguintes à morte de Mumtaz Mahal, o rei não poupou esforços para que sua
homenagem póstuma fosse devidamente concluída. Nesses vinte e dois anos, mais
de 20 mil trabalhadores foram empregados na construção do Taj Mahal, nome dado
à construção, que significa “a coroa do lugar”. Entre os materiais empregados
na construção podemos destacar o uso de pesados blocos de mármore da Índia,
ametistas persas, safiras do Ceilão, atual Sri Lanka, cristal e jade chineses, pedra turquesa
tibetana e o Lápis - Lazuli do Afeganistão. Em 1657, apenas cinco anos antes do
palácio ser finalmente concluído, o imperador Shah Jahan adoeceu e perdeu seu
posto imperial para seu filho Aurangzeb. Durante o tempo em que ficou enfermo,
Shah observava o Taj Mahal e relembrava os dias felizes que teve ao lado de sua
amada. Com a sua morte, em 1666, o antigo monarca foi enterrado ao lado de sua
esposa predileta. Segundo estudiosos, o gasto com a dispendiosa prova de amor
acabou marcando o declínio da dominação mongol na Índia. Atualmente, o Taj
Mahal representa uma das mais belas provas de amor já conhecidas. Além disso, a
complexidade de seu traçado arquitetônico coloca esse mausoléu ao lado das mais
perfeitas construções já realizadas pelo homem. Sua impressionante simetria
arquitetônica marca a construção de seus portões, jardins e os túmulos que
abrigam os corpos de Mumtaz e Shah. Relatos ainda sugerem que, na verdade, Shah
construiria um Taj Mahal Negro ao lado do mausoléu em mármore branco de sua esposa.
No século XIX, o poderio britânico na Índia colocou em sério risco a
preservação do monumento devido à depredação realizada pelos oficiais ingleses
e as rebeliões hindus. No século seguinte, os ingleses realizaram um projeto de
restauração e proteção do monumento. No ano de 1993, o Taj Mahal foi
considerado um patrimônio da humanidade e, com isso, a preocupação com sua
conservação tornou-se responsabilidade de diversos historiadores, arquitetos e
restauradores. Recentemente, intrigas giraram em torno das origens e motivações
que teriam levado ao surgimento do Taj Mahal. Alguns estudiosos da cultura
indiana afirmam que Shah, rei mongol de
religião muçulmana, teria utilizado da construção de um antigo templo de
adoração hindu para construir o mausoléu. Além disso, sacerdotes sunitas
reclamam para si a propriedade do templo por causa da opção religiosa de Shah.
Entretanto, o governo da Índia ignora tais disputas ao considerar o templo como
um patrimônio nacional.
14 de setembro de 2013
MASSADA, A RESISTÊNCIA JUDAICA
Encravada no deserto da Judeia, Massada é um monte rochoso,
de topo achatado, que se eleva a cerca de 520 metros acima do Mar Morto, a
cerca de dois quilômetros e meio de sua margem ocidental. Esse topo apresenta
uma forma ovalada, com cerca de 200 metros de comprimento por 60 metros de
largura. Controlada pelos romanos, essa região foi transformada pela ação de
Herodes, um governante romano que dirigiu a construção de muralhas, prédios e
fortificações naquele lugar. Dessa forma, Massada transformou-se em um local de
difícil acesso, em que os romanos exibiam a imponência e a riqueza de seu vasto
império. Mal sabiam eles que, por volta do ano 70 D.C.,momento em que Roma
havia invadido e destruído a cidade de Jerusalém, os judeus organizariam uma
rebelião para tomar a região e transformar aquele lugar em seu último ponto da
resistência. Naquele instante, um grupo de aproximadamente mil judeus viria a
morar naquela localidade ao longo dos próximos anos. Em 72 D. C., percebendo
que não sairiam de lá tão cedo, Roma ordenou que um grupo de 15 mil soldados
realizassem a invasão de Massada e a aniquilação dos revoltosos. Sob o comando
do general Flávio Silva, os soldados romanos realizaram um grande cerco nos
arredores de Massada. A tática inicial seria esperar até que os judeus saíssem
do lugar em busca de água e mantimentos. Apesar de lógico, o plano demoraria
muito tempo, pois os judeus contavam com um grande estoque de alimentos. Dessa
forma, o general ordenou que um destacamento de judeus escravizados fosse
utilizado para a construção de uma enorme rampa feita de pedras e terra batida.
Através dessa rampa, os soldados construíam uma via de acesso para que pudessem
ultrapassar as grossas muralhas que cercavam o lugar. Além da rampa, esses
mesmos escravos foram utilizados para a construção de uma torre de vinte e oito
metros postada contra a muralha. Quando alcançaram as muralhas do lugar, os
romanos utilizaram o aríete, poderosa arma que utiliza uma ponta de ferro com o
formato da cabeça de um carneiro. Acoplada a uma enorme tora de madeira, os
soldados romanos puxavam a tora para trás e, assim, empurravam a cabeça
metálica contra a muralha. Em pouco tempo, os fortes golpes abalaram as
proteções de Massada. Visando dificultar as coisas para os romanos, os judeus
construíram um muro interno feito de terra, pedra e madeira que foi logo
incendiado. No momento em que a vitória romana se mostrava irreversível, os
judeus, sob a liderança de Eleazar ben Yair’s, se convenceram de que era melhor
morrer do que se entregar à Roma. Com isso, segundo o historiador Flávio
Josefo, a pai de cada família judia decidiu matar a sua mulher e seus filhos.
Depois disso, dez homens foram sorteados para matar os demais. Um outro sorteado
entre os dez, mataria os outros nove que, por sua vez, seria forçado a cometer
suicídio. Atualmente, a região de Massada é visitada por milhares de turistas
interessados em conhecer o lugar em que a mítica resistência dos judeus teria
acontecido. Apesar de ser difícil provar documentalmente o desfecho desse
combate, observamos que os judeus incorporaram a narrativa como um importante
elemento que reforça a determinação e a coragem do povo judeu. Não por acaso,
os militares israelenses citam a resistência em Massada ao realizarem o seu
juramento.
MAMA AFRICA, MIRIAM MAKEBA
Zenzile Miriam Makeba
começou a carreira em grupos vocais nos anos 50, interpretando uma mistura de
blues americanos e ritmos tradicionais da África do Sul. No fim da década,
apesar de vender bastante discos no país, recebia muito pouco pelas gravações
não recebia nada de royalties, o que lhe
despertou a vontade de emigrar para os Estados Unidos a fim de poder viver
profissionalmente como cantora. O seu momento decisivo aconteceu em 1960,
quando participou no documentário antiapartheid “Come Back, África”, a cuja apresentação
compareceu, no Festival de Veneza daquele ano. A recepção que teve na Europa e
as condições que enfrentava na África do Sul fizeram com que Miriam resolvesse
não regressar ao país, o que causou a anulação do seu passaporte sul-africano. Foi
então para Londres, onde se encontrou com o cantor e ator negro norte-americano
Harry Belafonte, no auge do sucesso e prestígio e que seria o responsável pela
entrada de Miriam no mercado americano. Através de Belafonte, também um grande
ativista pelos direitos civis nos Estados Unidos, Miriam gravou vários discos
de grande popularidade naquele país. A sua canção “Pata Pata” tornou-se um enorme sucesso mundial. Em 1966,
os dois ganharam o Prêmio Grammy na categoria de música folk, pelo disco “An evening
with”, Belafonte e Makeba. Em 1963,
depois de um testemunho veemente sobre as condições dos negros na África do
Sul, perante o Comitê das Nações Unidas contra o Apartheid, os seus discos
foram banidos do país pelo governo racista; o seu direito de regresso ao lar e
a sua nacionalidade sul-africana foram cassados, tornando-se apátrida. Os
problemas nos Estados Unidos começaram em 1968, quando se casou com o ativista
político Stokely Carmichael, um dos idealizadores do Movimento Black Power e porta-voz dos Panteras Negras,
levando ao cancelamento dos seus contratos de gravação e das suas digressões
artísticas. Por este motivo, o casal mudou-se para a Guiné, onde se tornaram
amigos do presidente Ahmed Sékou Touré. Nos anos 80, Makeba chegou a servir
como delegada da Guiné junto da ONU, que lhe atribuiu o Prêmio da Paz Dag
Hammarskjöld. Separada de Carmichael em 1973, continuou a vender discos e a
fazer espetáculos em África, América do Sul e Europa. Em 1975, participou nas
cerimónias da independência de Moçambique, onde lançou a canção "A Luta
Continua" , slogan da Frente de Libertação de Moçambique, a Frelimo, apreciada até aos nossos dias. A
morte da sua filha única em 1985 levou-a a mudar-se para a Bélgica, onde se
estabeleceu. Dois anos depois, voltaria triunfalmente ao mercado
norte-americano, participando no disco de Paul Simon, “Graceland” e na
digressão que se lhe seguiu. Com o fim do apartheid e a revogação das
respectivas leis, Miriam Makeba regressou finalmente à sua pátria em 1990, a
pedido do presidente Nelson Mandela, que a recebeu pessoalmente à chegada. Na
África do Sul, participou em dois filmes de sucesso sobre a época do apartheid
e do levantamento de Soweto, ocorrido em 1976. Agraciada em 2001 com a Medalha
de Ouro da Paz Otto Hahn, outorgada pela Associação da Alemanha nas Nações
Unidas "por relevantes serviços pela paz e pelo entendimento
mundial", Miriam continuou a fazer shows em todo mundo e anunciou uma
digressão de despedida, com dezoito meses de duração. Em 9 de novembro de 2008,
apresentou-se num concerto a favor de Roberto Saviano, em Castel Volturno na Itália. No palco, sofreu um ataque
cardíaco e morreu no hospital na madrugada do dia 10 de novembro.
17 de março de 2013
IRMÃOS MARX, O HUMOR SURREAL
Os
Irmãos Marx foram um grupo de irmãos comediantes, que fizeram teatro, cinema e
televisão. Eram Chico, Leonard Marx, Harpo, Adolph Arthur Marx, Groucho, Julius
Henry Marx, Gummo, Milton Marx, e Zeppo, Herbert Marx. Outro irmão, Manfred,
nasceu em janeiro de 1886 mas morreu na infância em 17 de julho de 1886. Após
grandes sucessos teatrais na representação de comédias grotescas e sátiras
mordazes, protagonizadas até 1919 também por Gummo, na verdade Milton Marx, os
irmãos Marx deixaram a Broadway, em 1924, para iniciar a carreira no cinema com
uma versão de seu show da Broadway, “Cocoanuts”, em 1929. Seguiram-se filmes
como Horsefeathers de 1931, "Agulha no palheiro" de 1932 e "O diabo a quatro" de 1933. Os Marx levaram para as telas
características pessoais marcantes no teatro: Groucho representava a sociedade
burguesa, com roupa e jeito de homem ocupado; Chico representava o intriguista
refinado, que falhava muitas vezes; Harpo era o intérprete de harpa, com
sorrisos luminosos e um chapéu-de-coco, sempre mudo; e Zeppo, que se retirou em
1933, depois de atuar em cinco filmes, personificava o bon-vivant. O grupo
continuou em Hollywood, onde filmou "Uma noite na ópera" de 1935 e "Um dia nas corridas" de 1937.Em
16 de janeiro de 1977, Os Irmãos Marx colocaram seu nome na Calçada da Fama.
As cenas dos filmes dos Marx é sempre uma
violação de inconsistências e irônico, com uma performance dos atores diante da
câmera louca e absurda, e um ritmo acelerado.No entanto, está acima de tudo o
gênio de seus diálogos: humoristicos comentários surreais, hilários, apesar de
muitas das frases emblemáticas ditas por Groucho. Nesses filmes contêm uma boa
dose de sarcasmo e crítica as disposições. Caótico, mas inteligente estilo dos irmãos Marx teve uma influência marcante sobre comediantes, Woody Allen e de Monty Python.
BUSTER KEATON, " A COMÉDIA SEM SORRISOS"
Nascido
no mundo do vaudeville, mistura de teatro e circo muito popular nos Estados
Unidos no final do século 19, Keaton
começou sua carreira artística participando de um número com seus pais chamado
Os três Keatons onde a grande piada era como disciplinar uma criança
mal-educada. Buster Keaton cresceu
fazendo números cômicos com seus pais. Tornou-se um ator de muitos recursos e
de impressionante presença cênica. Depois de algum tempo fazendo pontas em
filmes, em 1920 Buster começou a dirigir seus primeiros curtas. Buster Keaton, nome artístico de Joseph Frank Keaton
Jr., nascido em Piqua, 4 de Outubro de 1895, foi um ator e diretor americano de
comédias mudas, considerado o grande rival de Charlie Chaplin. Ao contrário de Chaplin, o estrelato e veia cômica de
Keaton não sobreviveram à conversão de Hollywood ao cinema falado. Para piorar,
a vida pessoal de Keaton estava em frangalhos, após um divórcio doloroso. O
consumo de álcool de Keaton aumentava proporcionalmente aos seus problemas
pessoais. Após sobreviver por duas décadas de comédias sonoras baratas e
eventuais aparições públicas, Keaton volta à evidência ao participar em 1952 do
filme Luzes da Ribalta de Charles Chaplin. Por ironia, esse filme sobre um
artista em decadência salva da decadência o artista Keaton. Depois de
contracenar com Chaplin, a única participação conjunta dos dois grandes
artistas da comédia num mesmo filme, Keaton voltou a casar, parou de beber e
representou diversos papéis secundários no teatro, TV e cinema. Diz a tradição
que famoso mágico Harry Houdini, vendo o bebê de seis meses de seu parceiro
Joseph Keaton cair da escada sem um arranhão, batizou-o de "Buster",
o destruidor. Keaton e Houdini eram donos de um teatro de
"vaudeville" que se apresentava de cidade em cidade. Nos anos 1950,
Keaton estreou duas séries bastante populares para TV: o "Buster Keaton
Show", e o "Ao Vivo com Buster Keaton". O ator também chegou a
trabalhar em comerciais de TV. Em 1965, poucos meses antes de sua morte, Buster
Keaton protagonizou o único filme realizado pelo teatrólogo Samuel Beckett,
chamado simplesmente "Filme". Além de trenzinhos de brinquedo, o que
mais atraía Buster Keaton era representar. Foi o que fez até 1966, quando
morreu vítima de um câncer no pulmão.
"O REI DA COMÉDIA"
Joseph
Levitch nasceu em Newark, Nova Jersey, de pais descendentes de judeus e russos.
Seu pai, Daniel Levitch, era Mestre de Cerimônias e ator de vaudeville e usava
o nome Danny Lewis como nome artístico. Sua mãe, Rachel "Rae"
Levitch, antes Brodsky, era pianista de uma rádio. Jerry Lewis começou a atuar aos 5 anos, e aos
15 tinha descoberto o seu talento, em que consistia em dublar canções em um
fonógrafo. Primeiramente, ele iria usar como nome artístico o nome "Joey
Lewis", mas depois acabou mudando para "Jerry Lewis" para evitar
confusões com o nome de outro comediante, Joe E. Lewis, e com o do campeão de
boxe, Joe Louis. Ele se formou na “Irvington High School” na cidade de
Irvington em Nova Jersey. É considerado
um dos grandes comediantes do século 20. Ficou conhecido como “O Rei da Comédia”,
por coincidência, nome de um seus filmes. Foi professor de cinema na
Universidade da Califórnia, quando foram seus alunos Steven Spielberg e George
Lucas. Foi apresentador da cerimônia de entrega do Oscar em 1956, 1957 e 1959. Fez
vários filmes com Dean Martin entre 1946 e 1956. O primeiro show que realizou
com Dean Martin aconteceu em 25 de julho de 1946, em Atlantic City. Foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelos 50 anos que
passou angariando fundos para a causa da distrofia muscular; O personagem Professor John Frink do seriado “Os
Simpsons” é baseado no antológico papel de Jerry Lewis como Professor Kelp de “OProfessor Aloprado” de 1963. Lewis chegou a
dublar o personagem em um episódio “Treehouse of Horror XIV, parte Finkenstein”.
O astro Sammy Davis Jr. o chamou de "grande falso branco" por causa de
seu desempenho como dançarino. Eleito um dos 50 maiores diretores de todos os tempos
pela revista “Enteitainment Weekly”. Para Lewis, “O Biruta e o Folgado” de 1952
é o preferido de sua parceria com Dean Martin, por retratar o que eles melhor
tinham como equipe. Após a produção de 16
filmes eles separaram-se. Lewis então começou a produzir e dirigir seus
próprios filmes, tornando-se um favorito, especialmente na França.Um
militante dedicado para causas sociais, identificou-se com um programa anual,
destinado a ajudar a “Muscular Dystrophy Association”. Lewis também é conhecido
por seu programa beneficente anual, o Jerry Lewis MDA Telethon, com o objetivo
de ajudar crianças com distrofia muscular. Lewis ganhou vários prêmios
honorários incluindo os do American Comedy Awards, The Golden Camera, Los
Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice, além de ter duas
estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes
e Ciências Televisivas. Em fevereiro de 2009, Lewis recebeu da Academia de
Artes e Ciências Cinematográficas o Jean Hersholt Humanitarian Award, o Oscar
Humanitário.
10 de março de 2013
VANGELIS, O MAGO DA MÚSICA INSTRUMENTAL
Evángelos Odysséas Papathanassíu, conhecido pelo nome artístico
Vangelis é um músico grego dos estilos neoclássico, progressivo e música
eletrônica. Suas composições mais conhecidas são o tema vencedor do Oscar de
1981, com o filme “Chariots of Fire” , Carruagens de Fogo, a trilha sonora do
clássico Blade Runner, e mais recentemente, do filme biográfico de Cristóvão
Colombo, 1492: Conquest of Paradise, “1492 - A Conquista do Paraíso”, com a
música instrumental "Conquest of Paradise". É conhecido também pelo
uso de sua música na série da CBS, “Cosmos” de Carl Sagan. Nascido em Vólos,
Vangelis começou a compor desde os quatro anos de idade, tornando-se um grande
autodidata da música. O músico recusou as tradicionais aulas de piano, e
durante sua carreira não tinha muito conhecimento para ler ou escrever
partituras. Estudou música clássica, pintura e direção na Academia de Artes em
Atenas.No início dos anos 60 formou um grupo pop, o Forminx , que
se tornou muito popular na Grécia. Na época do Motim dos Estudantes em 1968
mudou-se para Paris e fundou a banda de rock progressivo “Aphrodite's Child”
com os integrantes Demis Roussos, vocalista, e Loukas Sideras. São conhecidas
na Europa, como também no Brasil, como canções de sucesso: "Rain and
Tears", "Marie Jolie", "It’s Five O’Clock" etc. O
grupo se desfez em 1972, ainda que Roussos tenha feito diversas participações
nos trabalhos de Vangelis. Vangelis iniciou sua carreira solo escrevendo temas para
dois filmes do cineasta francês Frederic Rossif em 1973. Seu primeiro álbum
solo oficial saiu em 1974, “Earth”. Na mesma época, participou de ensaios com
outra banda de rock progressivo, Yes. Embora nunca tenha feito parte da banda,
tornou-se amigo do cantor Jon Anderson, com quem veio a trabalhar em algumas
ocasiões. Quando se mudou para Londres, Vangelis firmou contrato com a RCA
Records, montou seu próprio estúdio, o “Nemo Studios”, começando a gravar um
série de álbuns respeitados de música eletrônica. Faixas do aclamado álbum “Heaven
and Hell” de 1975 foram mais tarde utilizadas como tema da série Cosmos. Em 2001 lança “Mythodea” , que foi escrita em 1993 e depois
foi usada com tema pela NASA nas missões a Marte. Em 2004 lançou um CD com a
Trilha Sonora do filme Alexandre de Oliver Stone. Entre suas composições, há o
tema da Copa do Mundo de 2002. Entre suas composições pode-se destacar:"12 O'Clock", partes 1 e 2,"Dervish D", "To The Unknown Man","Spiral", "Chariots of Fire", "Titans", "Blade Runner" e outros tantos...
MARECHAL RONDON, UM GRANDE BRASILEIRO POUCO VALORIZADO
Marechal
Rondon, nascido em 1865, foi militar e sertanista brasileiro. Foi o idealizador
do Parque Nacional do Xingu e Diretor do Serviço de Proteção ao Índio.
Ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1881 e depois foi transferido para
a Escola Superior de Guerra. Ficou na Escola Militar até 8 de janeiro de 1890,
quando foi graduado ao posto de capitão-engenheiro. Ingressou na Comissão
Construtora de Linhas Telegráficas, partindo do Rio de Janeiro até Cuiabá,
posteriormente de Cuiabá ao Acre. Atravessou o sertão desconhecido, na maior
parte habitado por índios bororos, caiamos, terenas e guaicuru. Abriu estradas,
expandiu o telégrafo e ajudou a demarcar as terras indígenas. Marechal Rondon
nasceu no dia 5 de maio, em Mimoso, hoje Santo Antonio de Leverger, Mato
Grosso. Filho de Cândido Mariano e Claudina Lucas Evangelista, esta descendente
de índios Bororos. Ficou órfão ainda criança e foi criado por um tio, que era
Capitão da Guarda Nacional. Por insistência do tio, foi estudar em Cuiabá na
Escola Mestre Cruz e no ano seguinte na Escola Pública Professor João B. de
Albuquerque. Em 1879 entrou para o liceu Cuiabano e em 1881 formou-se
professor. Em 1881 foi para a Escola Militar no Rio de Janeiro. Com autorização
do Ministério da Guerra, Cândido Mariano da Silva incorporou o nome Rondon, em
homenagem ao tio que lhe criou, Manuel Rodrigues da Silva Rondon. Nesse mesmo
ano o Governo Imperial cria a Escola Superior de Guerra, para onde Rondon é
transferido. Marechal Rondon foi indicado componente da Comissão Construtora
das Linhas Telegráficas, para explorar os sertões do Mato Grosso, no ano de
1892. Casou-se no dia 1 de fevereiro e partiu para Cuiabá com a esposa. Rondon
passou a cuidar dos direitos dos índios. Sua tese era esta: "Matar nunca,
morrer se necessário". Em 1906 o Presidente Afonso Pena o encarregou de
ligar Cuiabá ao Acre, que havia sido incorporado ao País, fechando o circuito
telegráfico nacional. Em 1907 descobriu o rio Jurema. Efetuou uma expedição às
margens do Amazonas junto com Teodore Roosevelt no ano de 1913. Tinha como
objetivos obter material para o Museu de História Natural de Nova York e de
fixar com maior precisão certos detalhes geográficos, além de definir o traçado
definitivo do rio Roosevelt. Do ano de 1927 a 1930, foi responsável por
inspecionar as fronteiras do Brasil, do Oiapoque até a divisa da Argentina com
o Uruguai.Criou o Serviço Nacional de Proteção ao Índio e foi elogiado em 1913
pelo Congresso das Raças em Londres, ressaltando que a obra de Rondon deveria
ser imitada para honra da Civilização Mundial. Recebeu o título de Civilizador
do Sertão, no ano de 1939 pelo IBGE, pelo trabalho realizado junto aos índios.
Foi considerado grande chefe pelos índios silvícolas, e pelos civilizados
Marechal de Paz. No ano de 1956 Rondon recebeu uma grande homenagem, foi dado
ao Território do Guaporé o seu nome, que hoje é denominado Estado de Rondônia.
Cândido Mariano da Silva Rondon morreu no dia 19 de janeiro de 1958, no Rio de
Janeiro.
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