27 de março de 2011

CÉLULAS TRONCO, ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...

Elas são capazes de originarem qualquer tipo de célula no organismo, dependendo do meio em que se encontram. São elas células progenitoras e diferenciadas. Encontrada até pouco tempo apenas em embriões, trata-se na verdade da mais importante célula do corpo humano, pois ela já possui a capacidade de se transformar em qualquer tecido ou órgão perfeito. O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados estabelece que as únicas células-tronco embrionárias a serem usadas para pesquisa serão descartadas ou congeladas por mais de 3 anos nas clínicas de fertilização “in vitro”, porém é essencial que os genitores aprovem a doação. As pesquisas com células-tronco ganharam apoio do ex-secretário geral da ONU, kofi Annan, mas o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, alegando razões morais e religiosas, defendeu a proibição mundial desse tipo de pesquisa. Por isso, o governo americano proibiu a concessão de fundos públicos para esse tipo de estudo. Porém, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, liberou as pesquisas com as células troncos sendo aplaudido ao assinar decreto que libera verbas públicas para as pesquisas. Muitos países defendem a aprovação do uso da chamada “clonagem terapêutica”, no qual embriões humanos seriam clonados para obtenção dessas células. Há consenso de que o tratado ou acordo que deverá ser votado na ONU nos próximos anos que banirá totalmente a chamada clonagem reprodutiva, aquela cujo objetivo é produzir bebês cópias de outras pessoas. Na ONU, os defensores das pesquisas com embriões humanos, um grupo liderado pela Bélgica e por mais 21 países, argumentam que essa linha de estudo oferece esperança de cura para milhões de pessoas no mundo, vitimas de doenças hoje incuráveis, como diabetes, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e danos neurológicos causadores de paralisia. Para esses pacientes portadores desses males que também são cidadãos, o tempo pode estar a favor como a protelação das pesquisas com células-tronco pode vir a ser uma batalha perdida que poderia ter sido ganha de forma racional, democrática e espiritual.

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