8 de março de 2011

ROCK'N ROLL, PEDRAS QUE ROLAM NÃO MOFAM...

O termo "Rock'n Roll" agrupa, de um modo geral, o conjunto de correntes musicais que surgiram em meados do século passado nos Estados Unidos. Considerado sinônimo da música do século 20, o rock perdeu com os anos o caráter anglo-saxão que tinha em suas origens para transformar-se em uma linguagem universal submetida a contínuas transformações. Surgiu de modo espetacular e desenvolveu-se a princípio como um fenômeno de massas que transfornou a vida e os ideais no estilo de vida americano e em quase todo mundo. Não pode ser considerado um movimento musical em sentido estrito. Suas raízes são tão plurais que sintetizam os principais ramos da chamada música popular norte-americana, sobretudo o blues, o rhythm and blues, o gospel e o country e folk. Desde fins da década de 1960, o rock não deixou de apresentar variantes e novidades em relação às correntes pioneiras, até o ponto de tornar impossível sua enumeração, e perdeu vigência o argumento crítico segundo o qual um estilo se identificava em função de uma influência dominante em um período de tempo concreto. Bem antes surgiu Elvis Presley como um furacão, um branco que dançava como negro e na década seguinte, surgiu pra uns e grande maioria da critica, a melhor banda de rock de todos de todos os tempos, Os Beatles. Isso não está em contradição com o fato de que, com freqüência, por caminhos trágicos, o rock tenha gerado também uma galeria de mitos cuja influência se deixa sentir como um ponto de referência fundamental, como ocorre ao evocar as figuras do guitarrista Jimi Hendrix; Janis Joplin, Keith Moon, do The Who; John Bonham, do Led Zeppelin; Bon Scott, do AC/DC; Jim Morrison, do Doors; Freddie Mercury, do Queen; Ian Curtis, do Joy Division; Phil Lynott, do Thin Lizzy; Steve Clark, do Def Leppard; Johnny Thunders, do Heartbreakers; o ex-beatle John Lennon; e Sid Vicious, do Sex Pistols, entre muitos outros. Mas, à medida em que se prolongou a história do rock, foram se multiplicando suas formas e orientações, constantemente mediante artifícios comerciais: a recuperação de antigas essências, a reelaboração de velhos sons e a ampliação dos âmbitos de ação das bandas. Se o rock no seu inicio nos anos 50 se definia, em especial como a música das festas, do divertimento de uma geração alienada ou das reuniões sociais da juventude, esta concepção variou de forma radical nas décadas seguintes, nos anos 60 quando o gênero alcançou territórios como o do compromisso político, e essa música atravessou fronteiras, foi censurada por ditaduras, mas chegou aos ouvidos de toda uma geração contestadora... Ele o Rock, fez e está fazendo as pedras rolarem...

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